Na estenose foraminal cervical, o movimento que pode exacerbar a dor radicular é a
- flexão.
- extensão.
- flexão lateral.
- rotação lateral.
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Conceito-chave
O que é o forame e o que é estenose foraminal. O forame intervertebral é a abertura lateral por onde cada raiz nervosa sai da coluna. No pescoço, ele é limitado na frente pelo disco e pela articulação uncovertebral (de Luschka, uma pequena articulação própria da coluna cervical entre os corpos vertebrais), atrás pela faceta articular, e em cima e embaixo pelos pedículos. Na estenose foraminal, osteófitos dessas articulações e o disco desgastado estreitam essa porta, e a raiz fica apertada, causando dor radicular: dor que desce pelo braço no território da raiz.
Por que a extensão piora. Quando o pescoço se estende (olhar para cima), as facetas deslizam uma sobre a outra, a altura do forame diminui e a cápsula e o ligamento amarelo se dobram para dentro. A área do forame cai, e uma raiz que já estava no limite passa a ser comprimida. A extensão é, portanto, o movimento que mais exacerba a dor. Inclinar e girar o pescoço para o lado da dor somam compressão, porque fecham o forame daquele lado.
O teste que nasce disso: Spurling. O examinador estende o pescoço, inclina e gira para o lado sintomático e aplica uma leve compressão na cabeça. Se a dor desce pelo braço, o teste é positivo. É bastante específico para radiculopatia, embora pouco sensível.
O que alivia. A flexão abre o forame. Apoiar a mão do lado afetado sobre a cabeça (sinal da abdução do ombro) diminui a tensão da raiz e costuma aliviar. A tração do pescoço também alivia. No dia a dia, esses pacientes se queixam de dor ao olhar para cima, pendurar roupa ou olhar o retrovisor.
Na prova: a extensão fecha o forame cervical e piora a radiculopatia; é a base do teste de Spurling.
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