No tratamento da espondilolistese L5/S1, a técnica de GILL corresponde à
- artrodese posterolateral.
- laminectomia descompressiva de L5.
- laminectomia descompressiva de S1.
- artrodese intersomática por via anterior.
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Conceito-chave
O que acontece na espondilolistese ístmica. A pars interarticularis é a ponte de osso que liga a parte da frente da vértebra (corpo e pedículos) à parte de trás (lâmina, processo espinhoso e faceta inferior). Na espondilolistese ístmica essa ponte tem um defeito, geralmente uma fratura por estresse em L5. A vértebra fica dividida em duas: o corpo escorrega para a frente sobre o sacro, e o arco posterior fica para trás, solto.
Por que a raiz de L5 sofre. No local do defeito forma-se um tecido fibroso e cartilaginoso de reparo, que tenta unir os fragmentos sem conseguir. Esse tecido, junto com o arco solto e o forame deformado pelo escorregamento, comprime a raiz de L5 quando ela sai pelo forame. O paciente tem dor ciática no território de L5.
O procedimento de Gill. Descrito por Gill em 1955, consiste em retirar o arco posterior solto de L5, ou seja, uma laminectomia de L5, junto com o tecido fibroso do defeito, liberando as raízes. É uma cirurgia de descompressão, não de fusão.
O limite da técnica isolada. Tirar o arco remove o pouco que restava de contenção posterior, e em pacientes jovens o escorregamento pode progredir. Por isso hoje o Gill raramente é feito sozinho: ele é combinado com artrodese, a fusão entre L5 e S1, posterolateral ou intersomática, em geral com parafusos.
Outras técnicas. Na espondilólise sem escorregamento importante, em jovens com disco normal, pode-se reparar diretamente o defeito da pars (técnicas de Buck ou de Scott). No escorregamento, faz-se a artrodese in situ ou com redução parcial.
Na prova: Gill é a retirada do arco solto de L5, uma laminectomia descompressiva de L5.
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