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Questão de Espondilólise e espondilolistese (TARO 2019)

ColunaEspondilólise e espondilolisteseTARO 2019

A espondilolistese displásica da criança é mais frequentemente encontrada no sexo:

  1. masculino e no segmento L4-L5
  2. masculino e no segmento L5-S1
  3. feminino e no segmento L4-L5
  4. feminino e no segmento L5-S1
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Gabarito: D · feminino e no segmento L5-S1

Conceito-chave

O que é espondilolistese. É o escorregamento de uma vértebra para a frente sobre a vértebra de baixo. O nome vem do grego: spondylos (vértebra) e olisthesis (escorregar). A classificação mais usada, de Wiltse, separa os tipos pela causa: displásica (I), ístmica (II), degenerativa (III), traumática (IV) e patológica (V).

O que torna a displásica diferente. Na forma displásica a criança nasce com uma malformação da junção entre a última vértebra lombar (L5) e o sacro (S1). As facetas articulares, que funcionam como travas posteriores impedindo L5 de deslizar, são pequenas ou orientadas de forma errada, e é comum haver espinha bífida oculta (arco posterior aberto) e sacro malformado. Sem essa trava, L5 escorrega. Como o defeito é dessa articulação específica, o nível é praticamente sempre L5-S1.

Por que predomina em meninas. As séries clássicas mostram a forma displásica cerca de duas vezes mais frequente no sexo feminino. Também nas meninas o escorregamento tende a progredir mais durante o estirão de crescimento, o que reforça a importância do acompanhamento.

Por que é perigosa. Na displásica o arco posterior está inteiro. Quando L5 vai para a frente, leva junto a lâmina, que estrangula a cauda equina contra o sacro. Por isso pode haver sintomas neurológicos mesmo com escorregamento moderado. A criança com forma grave apresenta retificação lombossacra, encurtamento dos isquiotibiais (os músculos de trás da coxa) e marcha com joelhos e quadris fletidos.

O contraste com as vizinhas. A ístmica também ocorre em L5-S1, mas nasce de uma fratura de estresse da pars interarticularis, mais comum em meninos atletas. A degenerativa é do adulto idoso, típica de mulheres e do nível L4-L5.

Na prova: displásica é congênita, de meninas, em L5-S1, com arco íntegro e risco neurológico.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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