Na espondilolistese, segundo a classificação de Wiltse, o tipo III acomete mais frequentemente o segmento:
- L4-L5 e associado ao alongamento da pars interarticularis
- L5-S1 e associado ao alongamento da pars interarticularis
- L4-L5 e associado a alterações degenerativas
- L5-S1 e associado a alterações degenerativas
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Conceito-chave
A classificação etiológica. Wiltse, Newman e Macnab (1976) dividiram a espondilolistese pela causa. Tipo I, displásica: malformação congênita das facetas ou do arco de L5 e S1. Tipo II, ístmica: lesão da pars interarticularis, com três subtipos, IIA lise por fratura de estresse, IIB pars alongada porém íntegra e IIC fratura aguda da pars. Tipo III, degenerativa. Tipo IV, traumática, por fratura do arco fora da pars. Tipo V, patológica, por tumor ou doença óssea. Um tipo pós-cirúrgico foi acrescentado depois.
Como surge a degenerativa. Não há defeito da pars. O desgaste do disco e a artrose das facetas permitem que a vértebra deslize para a frente levando o arco inteiro. Por isso o canal estreita e a clínica é de estenose: claudicação neurogênica e dor que alivia ao sentar ou fletir o tronco. O deslizamento costuma ser pequeno e raramente passa do grau II de Meyerding.
Por que L4-L5. O nível típico é L4-L5. As facetas de L4-L5 são mais sagitalizadas e resistem menos ao cisalhamento anterior, enquanto L5-S1 fica protegido pelos ligamentos iliolombares e pelo encaixe profundo na pelve. A doença predomina em mulheres acima dos 50 anos e aumenta com a idade, como mostram estudos populacionais.
O contraste com a ístmica. A forma ístmica é a mais comum em jovens e ocorre sobretudo em L5-S1. Nela o arco posterior fica para trás, o canal central tende a se alargar e a compressão é da raiz que sai no forame, a L5.
Na prova: Wiltse III é degenerativa, em L4-L5, mulher idosa, pars íntegra; alongamento da pars é IIB, ístmica, típica de L5-S1.
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