No traumatismo raquimedular, a pressão arterial deve ser controlada com medicações vasopressoras com ação:
- alfa-agonista
- beta-agonista
- beta-antagonista
- alfa e beta-agonista
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Conceito-chave
Um paciente com lesão medular cervical chega hipotenso. A primeira reação seria dar volume, como num politraumatizado sangrando. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 48) explica por que isso pode dar errado e o que a pressão desse paciente realmente precisa.
O que a lesão desliga. A medula cervical carrega as vias simpáticas. Quando ela é lesada, perde-se ao mesmo tempo o tônus dos vasos, que se dilatam, e o estímulo que aceleraria o coração. O resultado é o choque neurogênico: hipotensão com bradicardia, não por falta de volume, mas por falta de comando simpático.
Por que só volume não serve. Encher de líquido um sistema que perdeu o tônus pode causar edema pulmonar. O tratamento descrito no capítulo é vasopressor, posição de Trendelenburg e uso criterioso de líquidos, mantendo a pressão sistólica acima de 100 mmHg e a média acima de 85 mmHg, porque a perfusão da medula lesada depende da pressão.
Por que alfa e beta. O defeito tem duas metades: a vasodilatação (que pede efeito alfa, para contrair os vasos) e a bradicardia (que pede efeito beta, para acelerar o coração). O resumo registra esta questão do TARO 2020 justamente com essa leitura: o vasopressor com ação alfa e beta-agonista trata as duas metades do defeito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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