Mulher de 61 anos com câncer de pulmão tem dor moderada na coxa e uma lesão mista que ocupa metade da largura da diáfise femoral. Pela escala de MIRELS, reproduzida no Campbell, a pontuação e a conduta são:
- 6 pontos, observação
- 8 pontos, considerar a fixação profilática
- 10 pontos, radioterapia isolada obrigatória
- 12 pontos, amputação
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Conceito-chave
A escala de MIRELS é uma conta de quatro parcelas, e as provas adoram pedir a soma. O truque é não errar o local nem o tamanho.
A tabela de MIRELS (Campbell, cap. 27, Tabela 27.1):
| Pontos | Local | Dor | Lesão | Tamanho (da largura do osso) |
|---|---|---|---|---|
| 1 | membro superior | leve | blástica | menos de 1/3 |
| 2 | membro inferior | moderada | mista | 1/3 a 2/3 |
| 3 | peritrocantérica | funcional | lítica | mais de 2/3 |
A conta do caso.
- Local: diáfise do fêmur, membro inferior = 2.
- Dor: moderada = 2.
- Lesão: mista = 2.
- Tamanho: metade da largura, entre 1/3 e 2/3 = 2.
- Total: 8 pontos.
A conduta. O Campbell diz que, com 8 pontos ou mais, deve-se considerar a fixação profilática. Com 7 ou menos, o risco é menor e a radioterapia costuma bastar; o 8 é a zona de decisão, em que pesam a expectativa de vida, a resposta à radioterapia e a demanda do paciente.
Os pontos que mais caem. A região peritrocantérica vale 3 (é onde a carga é maior); a dor funcional vale 3; a lesão lítica vale 3; a lesão blástica vale 1.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões de cálculo da escala de MIRELS.
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