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Questão de Osteossarcoma (OrtoQuestões Simulados)

Tumores ósseos e de partes molesOsteossarcomaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente com osteossarcoma do fêmur distal apresenta fratura patológica ao diagnóstico. Após a biópsia e o estadiamento, o tratamento da fratura durante a quimioterapia neoadjuvante e o controle local são, respectivamente,

  1. a fixação interna imediata; a amputação obrigatória.
  2. a imobilização gessada; a cirurgia de preservação do membro, se houver boa resposta à quimioterapia.
  3. a imobilização gessada; a amputação obrigatória.
  4. a fixação interna imediata; a cirurgia de preservação do membro, se houver boa resposta à quimioterapia.
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Gabarito: B · a imobilização gessada; a cirurgia de preservação do membro, se houver boa resposta à quimioterapia.

Conceito-chave

Sarcoma primário não é metástase. O Rockwood (capítulo 25, Malignant Bone Tumors) explica que o mieloma, o linfoma e a metástase de carcinoma são doenças sistêmicas, tratadas sobretudo com quimioterapia e radioterapia, e suas fraturas podem ser fixadas através do tumor. Os sarcomas primários (osteossarcoma, Ewing, condrossarcoma) são tratados de forma muito diferente: o controle local exige ressecção ampla.

O que a fratura muda. A fratura através do sarcoma teoricamente reduz a chance de controle local, porque as células tumorais se espalham pelo hematoma. Vários autores encontraram efeito sobre metástases a distância e sobrevida; a sobrevida global foi pior nos pacientes com fratura, ligada ao grau de desvio, à histologia e à resposta à quimioterapia.

Antes de tratar. Estadiamento com TC de tórax, cintilografia ou PET-CT e biópsia, se possível longe da fratura (o calo e o hematoma alteram a histologia). O cirurgião do tratamento definitivo deve indicar ou fazer a biópsia. Fixação interna inadequada pode comprometer o membro e a vida.

Tratamento da fratura durante a quimioterapia.

OpçãoComentário
imobilização gessada (ou fixação interna limitada)preferida; a fratura costuma consolidar durante a quimioterapia
fixador externoevitado: risco de infecção no trajeto dos pinos no paciente neutropênico

Osteossarcoma e Ewing. São os dois tumores ósseos malignos primários mais comuns na criança; cerca de 10% se apresentam com fratura patológica. Após a biópsia, a fratura é tratada no gesso e inicia-se a quimioterapia pré-operatória. Após 3 a 4 meses, decide-se o controle local:

  • osteossarcoma: ressecção cirúrgica; com boa resposta clínica e radiográfica, prefere-se a preservação do membro. Estudos não mostraram diferença no controle local entre preservação e amputação nos pacientes com fratura. Má resposta ou progressão da invasão neurovascular podem contraindicar a preservação. A amputação deve ser discutida, mas não é obrigatória;
  • Ewing: cirurgia, radioterapia ou ambos; com fratura tratada por ressecção, considerar radioterapia adjuvante.

Ligação com a prova. A banca cobra esse tema repetidamente: na fratura patológica do osteossarcoma durante a quimioterapia, imobilização com manutenção da quimioterapia (TARO 2019) e tratamento conservador com manutenção da quimioterapia (TARO 2020).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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