Adolescente com osteossarcoma do fêmur distal apresenta fratura patológica ao diagnóstico. Após a biópsia e o estadiamento, o tratamento da fratura durante a quimioterapia neoadjuvante e o controle local são, respectivamente,
- a fixação interna imediata; a amputação obrigatória.
- a imobilização gessada; a cirurgia de preservação do membro, se houver boa resposta à quimioterapia.
- a imobilização gessada; a amputação obrigatória.
- a fixação interna imediata; a cirurgia de preservação do membro, se houver boa resposta à quimioterapia.
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Conceito-chave
Sarcoma primário não é metástase. O Rockwood (capítulo 25, Malignant Bone Tumors) explica que o mieloma, o linfoma e a metástase de carcinoma são doenças sistêmicas, tratadas sobretudo com quimioterapia e radioterapia, e suas fraturas podem ser fixadas através do tumor. Os sarcomas primários (osteossarcoma, Ewing, condrossarcoma) são tratados de forma muito diferente: o controle local exige ressecção ampla.
O que a fratura muda. A fratura através do sarcoma teoricamente reduz a chance de controle local, porque as células tumorais se espalham pelo hematoma. Vários autores encontraram efeito sobre metástases a distância e sobrevida; a sobrevida global foi pior nos pacientes com fratura, ligada ao grau de desvio, à histologia e à resposta à quimioterapia.
Antes de tratar. Estadiamento com TC de tórax, cintilografia ou PET-CT e biópsia, se possível longe da fratura (o calo e o hematoma alteram a histologia). O cirurgião do tratamento definitivo deve indicar ou fazer a biópsia. Fixação interna inadequada pode comprometer o membro e a vida.
Tratamento da fratura durante a quimioterapia.
| Opção | Comentário |
|---|---|
| imobilização gessada (ou fixação interna limitada) | preferida; a fratura costuma consolidar durante a quimioterapia |
| fixador externo | evitado: risco de infecção no trajeto dos pinos no paciente neutropênico |
Osteossarcoma e Ewing. São os dois tumores ósseos malignos primários mais comuns na criança; cerca de 10% se apresentam com fratura patológica. Após a biópsia, a fratura é tratada no gesso e inicia-se a quimioterapia pré-operatória. Após 3 a 4 meses, decide-se o controle local:
- osteossarcoma: ressecção cirúrgica; com boa resposta clínica e radiográfica, prefere-se a preservação do membro. Estudos não mostraram diferença no controle local entre preservação e amputação nos pacientes com fratura. Má resposta ou progressão da invasão neurovascular podem contraindicar a preservação. A amputação deve ser discutida, mas não é obrigatória;
- Ewing: cirurgia, radioterapia ou ambos; com fratura tratada por ressecção, considerar radioterapia adjuvante.
Ligação com a prova. A banca cobra esse tema repetidamente: na fratura patológica do osteossarcoma durante a quimioterapia, imobilização com manutenção da quimioterapia (TARO 2019) e tratamento conservador com manutenção da quimioterapia (TARO 2020).
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