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Questão de Estadiamento, biópsia e margens (TARO 2024)

Tumores ósseos e de partes molesEstadiamento, biópsia e margensTARO 2024

Paciente do sexo masculino, 15 anos de idade, apresenta história de dor no joelho esquerdo há 1 mês. Nega febre ou emagrecimento. Não apresenta lesões na pele ou sinais flogísticos locais. Foram realizados exames de imagem que evidenciaram lesão óssea tumoral na região metafisária distal do fêmur de limites imprecisos, com reação periosteal lamelar fina tipo raios de sol. Foi submetido a biópsia que evidenciou presença de tumor ósseo maligno produtor de matriz osteoide. A sequência de tratamento para o caso é

  1. amputação transfemoral, seguida de quimioterapia pós-operatória.
  2. cirurgia oncológica, seguida de quimioterapia pós-operatória.
  3. quimioterapia pré-operatória, seguida por cirurgia oncológica, seguida de quimioterapia pós-operatória.
  4. quimioterapia pré-operatória, seguida por cirurgia oncológica, seguida de quimioterapia e radioterapia pós-operatória.
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Gabarito: C · quimioterapia pré-operatória, seguida por cirurgia oncológica, seguida de quimioterapia pós-operatória.

Conceito-chave

O caso é de um adolescente de 15 anos com lesão metafisária do fêmur distal, de limites imprecisos, reação periosteal agressiva e tumor maligno produtor de osteoide na biópsia: osteossarcoma convencional. A sequência padrão é quimioterapia pré-operatória, cirurgia oncológica e quimioterapia pós-operatória. A neoadjuvância trata a doença micrometastática desde o início, já que o osteossarcoma é sistêmico ao diagnóstico na maioria dos pacientes, reduz e delimita o tumor, facilitando a preservação do membro, e dá tempo para fabricar a endoprótese. A cirurgia, com margem ampla, hoje preserva o membro na grande maioria, deixando a amputação para comprometimento neurovascular, infecção ou falha da reconstrução. A adjuvância é guiada pela necrose da peça, pelo critério de Huvos.

O que não entra é a radioterapia: o osteossarcoma é radiorresistente, e ela fica para os casos de margem impossível, como na pelve e na coluna.

Na prova: osteossarcoma é quimioterapia, cirurgia e quimioterapia, sem radioterapia de rotina.

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