Uma amputação transfemoral, para tratamento de um osteossarcoma distal do fêmur, é considerada uma ressecção com margem
- ampla
- radical
- marginal
- intralesional
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Conceito-chave
Amputação não é sinônimo de margem radical. Em Enneking, a margem se define por onde passa o plano em relação ao tumor e ao compartimento, e não pelo tamanho do que se tira. A margem ampla passa por tecido normal, com manguito íntegro além do tumor, sem remover o compartimento inteiro; a radical remove o compartimento todo, de inserção a inserção. No osteossarcoma do fêmur distal, o compartimento ósseo é o fêmur inteiro: a amputação transfemoral corta o fêmur no meio, passando por osso e músculo normais, e por isso a margem é ampla; como deixa o resto do fêmur e da coxa, não é radical, o que exigiria a desarticulação do quadril.
O outro lado. Uma ressecção segmentar com preservação do membro pode perfeitamente ter margem ampla, que é o padrão exigido nos sarcomas de alto grau, e foi isso que tornou possível a cirurgia de preservação.
Na prova: transfemoral para tumor do fêmur distal é margem ampla; radical seria desarticular o quadril.
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