O cisto ósseo aneurismático na coluna vertebral ocorre com maior frequência na parte
- anterior do corpo vertebral e acima de 20 anos.
- posterior do corpo vertebral e acima de 20 anos.
- anterior do corpo vertebral abaixo de 20 anos.
- posterior do corpo vertebral abaixo de 20 anos.
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Conceito-chave
O cisto ósseo aneurismático (COA). É uma lesão benigna, mas localmente agressiva, formada por cavidades cheias de sangue, separadas por septos com células gigantes. Pode ser primário (com o rearranjo do gene USP6, uma neoplasia verdadeira) ou secundário a outra lesão (tumor de células gigantes, condroblastoma, displasia fibrosa, osteoblastoma).
O perfil típico.
- Crianças e adolescentes: cerca de 80% dos casos ocorrem antes dos 20 anos.
- Localização metafisária excêntrica nos ossos longos (fêmur, tíbia, úmero) e na coluna.
- Radiografia: lesão lítica, expansiva ("soprada"), com cortical muito fina, como uma casca de ovo.
- Ressonância e tomografia: os níveis líquido-líquido típicos (o sangue sedimenta nas cavidades), embora não exclusivos.
Na coluna. O COA acomete a coluna em cerca de 10 a 30% dos casos, sobretudo a torácica e a lombar. A localização típica são os elementos posteriores (lâminas, pedículos, processos espinhosos e transversos), com frequente extensão ao corpo vertebral e às vértebras vizinhas. Pode causar dor, escoliose dolorosa e compressão neurológica.
Os tumores da coluna: anterior x posterior.
| Elementos posteriores (arco) | Corpo vertebral (anterior) |
|---|---|
| Cisto ósseo aneurismático | Hemangioma |
| Osteoma osteoide e osteoblastoma | Histiocitose (vértebra plana) |
| Osteocondroma | Tumor de células gigantes |
| Cordoma (sacro e clivo) | |
| Metástases e mieloma (mais frequentemente no corpo) |
A idade também ajuda. Na criança e no adolescente, as lesões da coluna são geralmente benignas (COA, osteoma osteoide, osteoblastoma, histiocitose). No adulto acima de 40 anos, a lesão destrutiva da coluna é, até prova em contrário, metástase ou mieloma.
O tratamento.
- Embolização arterial seletiva (isolada ou antes da cirurgia), pela grande vascularização.
- Curetagem com adjuvantes e enxerto, com fixação se houver instabilidade.
- Escleroterapia (polidocanol) e o denosumabe nos casos difíceis.
- A recidiva é frequente após a curetagem simples.
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