Masculino de 15 anos sofreu queda de skate e está apresentando dor e edema em cotovelo. Após radiografia, é evidenciada fratura do capítulo umeral. Assinale a alternativa correta quanto ao método de classificação para essa fratura.
- Milch.
- Mason.
- Riseborough e Radin.
- Kocher e Lorenz.
- Salter e Harris.
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Conceito-chave
O capítulo é a superfície articular lateral do úmero distal que recebe a cabeça do rádio. Uma queda sobre a mão pode transmitir força axial pelo rádio e cisalhar a superfície anterior do capítulo. O tamanho do fragmento importa: um bloco com osso subcondral permite estratégias de fixação diferentes das de uma lâmina predominantemente cartilaginosa. A radiografia lateral sugere o plano do cisalhamento; a tomografia ajuda quando é preciso delimitar a extensão à tróclea e a cominuição.
Na classificação Bryan-Morrey, o tipo I, chamado Hahn-Steinthal, é um fragmento osteocondral maior; o tipo II, chamado Kocher-Lorenz, é uma lâmina articular com pouca ou nenhuma porção de osso subcondral; o tipo III é cominuto. A modificação de McKee acrescenta o tipo IV quando o traço se prolonga medialmente para a tróclea. Assim, Kocher-Lorenz é um epônimo de padrão dentro de uma classificação, não uma classificação autônoma. O caso informa apenas “fratura do capítulo”, sem caracterizar o fragmento. Isso permite escolher o epônimo relacionado à estrutura entre as opções, mas não diagnosticar um tipo II nesse adolescente.
Outro cuidado é separar capítulo umeral de côndilo lateral: ambos ficam no úmero distal, porém seus esquemas classificatórios descrevem lesões anatômicas diferentes.
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