Na classificação de GUSTILO, a fratura segmentar de alta energia com ferida de 1 cm e a fratura com ferida de 4 cm e lesão isolada da artéria fibular, com pé bem perfundido, são, respectivamente,
- IIIA; II.
- IIIA; IIIC.
- I; II.
- I; IIIC.
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Conceito-chave
O primeiro caso tem alta energia e fratura segmentar: a ferida de apenas 1 cm não impede a classificação IIIA. No segundo, a ferida de 4 cm e a lesão isolada da fibular com pé bem perfundido, sem outro critério grave descrito, correspondem a II. O par é A.
Gustilo não é uma régua aplicada só à pele. O resumo inclui padrão segmentar de alta energia no IIIA independentemente do tamanho da ferida. Já o II contempla ferida de 1 a 10 cm sem dano extenso das partes moles ou padrão de alta energia; portanto, o segundo enquadramento depende também do restante da descrição, não apenas dos 4 cm (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Gustilo”).
Lesão arterial não é sinônimo automático de IIIC. O critério apresentado é a necessidade de reparo vascular para revascularizar a perna. Se uma artéria isolada está lesada, mas o pé permanece bem perfundido pelas demais, o capítulo não classifica como IIIC, mesmo que aquela artéria seja reparada.
Essa distinção evita dois erros: minimizar uma fratura segmentar porque o orifício é pequeno e superestimar o grau vascular apenas porque o nome de uma artéria aparece no caso. A avaliação continua exigindo perfusão, cobertura, contaminação e viabilidade, pois um dado isolado não descreve toda a exposta.
Por que esta questão foi criada. Ela contrapõe tamanho da ferida, energia e perfusão, obrigando a escolher o grau pelo conjunto da lesão em vez de por uma palavra isolada.
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