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Questão de Fratura do tornozelo (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do tornozeloOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

No diabético com fratura instável do tornozelo, o principal fator de risco de complicação e a conduta após a fixação nos pacientes com esse fator são, respectivamente,

  1. uso de insulina; carga imediata com bota.
  2. uso de insulina; sem carga por 8 a 10 semanas.
  3. neuroartropatia; carga imediata com bota.
  4. neuroartropatia; sem carga por 8 a 10 semanas.
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Gabarito: D · neuroartropatia; sem carga por 8 a 10 semanas.

Conceito-chave

O tamanho do problema. O capítulo reúne séries com complicações muito altas no diabético operado: 42% contra nenhuma nos controles (com 10,5% de mortes entre os diabéticos operados), 43% contra 15%, e infecção de 32% contra 8%, maior ainda nos que não seguem o controle glicêmico. Na fratura exposta, uma série teve 64% de infecção da ferida e 42% de amputação. Os resultados relatados pelos pacientes também são piores.

Quem complica. O diabético bem controlado e sem complicações pode evoluir bem: estudos maiores não acharam diferença de infecção quando todos os diabéticos foram analisados juntos, mas a análise dos que têm complicações do diabetes mostrou muito mais problemas. O principal fator parece ser a neuroartropatia, o que faz sentido, dada a importância do controle neuromuscular na estabilidade do tornozelo. COSTIGAN encontrou 14% de complicações, mais com neuropatia periférica e doença vascular, e nenhuma diferença entre insulinodependentes e não insulinodependentes.

Por que a fixação falha. Sem propriocepção (neuroartropatia de CHARCOT), o paciente não é freado pela dor, o controle muscular falha e forças maiores chegam à montagem, que se solta. A neuroartropatia é comum e muitas vezes só é diagnosticada depois da cirurgia; quem chega tarde tem mais alterações de CHARCOT (64% contra 22%).

A conduta. A maioria dos autores recomenda imobilização prolongada sem carga (a tabela 65-4 fala em 8 a 10 semanas de carga protegida). Para reforçar a fixação: pinos de STEINMANN através da subtalar e do tornozelo, vários parafusos da fíbula para a tíbia ou artrodese do retropé. Não há estudos comparativos. Como alternativas percutâneas no paciente de risco, o capítulo cita a haste intramedular da fíbula e, no paciente de demanda muito baixa e pele comprometida, a haste retrógrada calcaneotalotibial.

Fator (tabela 65-4)Risco
diabetesdeiscência ou infecção em até 32%; CHARCOT aumenta a falha da montagem
obesidadefalha da fixação até 3 vezes maior
tabagismoinfecção profunda 6 vezes maior; parar de fumar reduz o risco
álcooldeiscência ou infecção 4 vezes maior

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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