Na classificação de BARTONÍČEK das fraturas do maléolo posterior, o tipo com duplo contorno medial na radiografia e a via indicada para fixá-lo são, respectivamente,
- 2; posterolateral.
- 3; posteromedial.
- 3; posterolateral.
- 4; anteroposterior percutânea.
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Conceito-chave
Por que classificar pela tomografia. Cerca de um terço das fraturas do tornozelo envolve o maléolo posterior, e o resultado é pior que o das fraturas sem ele. A radiografia em perfil mede mal o fragmento, porque o traço tem orientação e forma variáveis e não fica no plano do perfil. Por isso as três classificações em uso são feitas na tomografia: HARAGUCHI (2006), BARTONÍČEK (2015) e MASON (2017), resumidas na tabela 65-3.
HARAGUCHI. Tipo 1: um fragmento posterolateral único, com traço oblíquo da incisura fibular até atrás do maléolo medial (cerca de 66%). Tipo 2: o traço se estende até o maléolo medial, em geral com vários fragmentos (cerca de 20%), com pior prognóstico. Tipo 3: só uma casca pequena do maléolo posterior.
BARTONÍČEK. Sobe em gravidade de 1 a 4 e já traz a recomendação de tratamento:
| Tipo | Fragmento (tabela 65-3) | Conduta dos autores |
|---|---|---|
| 1 | extraincisural, incisura fibular íntegra, menos de 10% no perfil | ignorar |
| 2 | posterolateral, entra na incisura, menos de 20%, cerca de metade dos pacientes | ignorar, salvo tálus subluxado depois de fixar os maléolos lateral e medial; papel possível na WEBER C |
| 3 | posteromedial em duas partes, atinge o maléolo medial, menos de 25%, sinal do duplo contorno | placa de suporte pela via posteromedial |
| 4 | grande fragmento triangular posterolateral, mais de um terço do maléolo posterior, mais de 25% | parafusos anteroposteriores percutâneos ou placa posterior |
Há ainda um tipo 5 para fragmentos irregulares do osteoporótico. O capítulo destaca que o tipo 3 é reconhecido já na radiografia inicial pelo duplo contorno cortical medial, que mostra o traço chegando ao maléolo medial, e que é melhor tratado com cirurgia pela via posteromedial. MASON é essencialmente uma renumeração (2A, 2B e 3). O limite com a fratura do pilão é incerto: BARTONÍČEK considera fratura do tornozelo a que atinge o colículo posterior do maléolo medial, e parcial do pilão a que atinge também o colículo anterior.
As vias. A posteromedial é feita no meio do caminho entre o maléolo medial e o tendão calcâneo, usando janelas ao lado do flexor longo do hálux e protegendo o feixe neurovascular; a posterolateral, com o paciente em decúbito ventral, entre os tendões fibulares e o flexor longo do hálux, protegendo o nervo sural. A placa posterior é preferida quando há vários fragmentos, como no tipo 3; os parafusos anteroposteriores servem melhor ao fragmento grande único do tipo 4.
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