Na pseudartrose do colo do fêmur do jovem com desvio em varo, a osteotomia valgizante converte o traço vertical em transverso; o ângulo cervicodiafisário visado e o implante mais usado são
- 135 graus; placa-lâmina.
- 135 graus; parafuso deslizante.
- 150 graus; placa-lâmina.
- 150 graus; parafuso deslizante.
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Conceito-chave
Salvar a cabeça do jovem. Quando a fixação de uma fratura do colo falha num paciente com menos de 40 anos e sem comorbidades, a conversão para artroplastia não é a primeira escolha. O capítulo 53 do Rockwood (10ª ed.) lista as alternativas: revisão da fixação, enxerto ósseo pediculado em músculo (quadrado femoral, de Meyer), enxerto de fíbula vascularizada e osteotomia valgizante. A revisão da fixação com enxerto vascularizado é razoável quando não houve perda de redução; a situação mais comum, porém, é o paciente que chega com perda de redução, por má redução inicial ou por desvio da cabeça para o varo depois da fixação. Nesse cenário, a melhor opção é a osteotomia valgizante do fêmur proximal.
O princípio. A osteotomia converte o plano da fratura de vertical em transverso, criando compressão no foco da pseudartrose (figura 53-22). O objetivo habitual é mudar o ângulo cervicodiafisário para 150 graus, correção suficiente para deixar a fratura transversa na maioria dos casos. A desvantagem é a distorção da anatomia proximal, que dificulta a artroplastia futura, provavelmente necessária em parte desses pacientes; por isso Yuan comparou osteotomias de 30 graus com osteotomias de 20 graus ou menos e encontrou consolidação excelente com menos necrose na correção menor.
O implante. A placa-lâmina é o dispositivo de fixação mais popular, embora um parafuso deslizante também possa ser usado; a escolha depende do implante da cirurgia inicial. O autor usa em geral a placa-lâmina de 130 graus, com o canal da lâmina feito antes da osteotomia, realizada no nível do trocanter menor, com ressecção de uma cunha para a correção. Khan relatou 14 consolidações em 16 pacientes com parafuso deslizante e placa de cano de duplo ângulo de 120 graus, implante mais familiar para a maioria dos cirurgiões.
Resultados. Na revisão de Deakin, com seis estudos e 180 pacientes, a consolidação combinada foi de 74%, mas 32% tinham necrose no momento da osteotomia ou depois; na série de Marti, 13 de 50 (26%) precisaram de reoperação para conversão ou problemas técnicos.
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