Na fratura do acetábulo, cuja fixação em geral não é emergência, a cirurgia passa a ser de urgência na presença de
- déficit progressivo do nervo ciático após a fratura ou após a redução fechada.
- fratura da parede posterior com quadril estável no exame sob anestesia.
- fratura de ambas as colunas com congruência secundária.
- lesão do nervo cutâneo femoral lateral.
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Conceito-chave
Se o exame do ciático piora depois da fratura ou de sua redução, não se trata apenas de registrar uma sequela e programar a fixação. O déficit progressivo é indicação de cirurgia urgente no resumo, alternativa A.
O nervo passa atrás do acetábulo, perto da cabeça e dos fragmentos posteriores. O quadro neurológico precisa ser documentado antes e depois das intervenções; a progressão altera a prioridade, mesmo que a recuperação final continue incerta. Déficit progressivo não é sinônimo de um déficit antigo e estável (Rockwood, 10ª ed., cap. 51, “Quando é emergência”).
A urgência não acompanha automaticamente o nome da fratura. Parede posterior estável ao estresse pode receber tratamento conservador; ambas as colunas com congruência secundária exige avaliar movimento, encurtamento e condições do paciente, sem ser emergência por esse achado isolado.
Entre as outras situações urgentes estão luxação irredutível ou recidivante apesar da tração, lesão vascular que precisa de reparo, fratura exposta e fratura ipsilateral do colo no jovem. Isso distingue a prioridade de proteger nervo, circulação e articulação do planejamento habitual da osteossíntese.
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