Na fratura de ambas as colunas, a congruência secundária, que pode permitir tratamento sem cirurgia, depende da integridade do lábio e é definida como
- congruência entre a cabeça femoral e os fragmentos articulares desviados, sem tração, nas três incidências.
- congruência obtida com tração esquelética mantida por seis semanas.
- redução anatômica do teto, com desvio residual menor que 2 mm.
- arco de teto medial maior que 45 graus no AP.
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Conceito-chave
A congruência secundária é a preservação do encaixe entre a cabeça femoral e os fragmentos articulares desviados, demonstrada sem tração nas três incidências. É a alternativa A.
Em ambas as colunas, o acetábulo perdeu a ligação com o ílio intacto. A cabeça medializa, mas o lábio preservado ajuda a manter os fragmentos agrupados ao seu redor. Eles podem estar deslocados em relação à pelve e, ainda assim, manter paralelismo com a cabeça: congruência não significa redução anatômica (Rockwood, 10ª ed., cap. 51).
É necessária, mas não suficiente para escolher tratamento conservador. O desvio não pode bloquear o movimento, o encurtamento precisa ser aceitável e o paciente deve ser avaliado individualmente. O resumo ressalta prognóstico inferior ao da redução anatômica.
A avaliação sem tração evita chamar de espontaneamente congruente um quadril que só fica alinhado por força externa. O arco do teto não resolve essa decisão: em ambas as colunas não existe acetábulo intacto ao qual aplicar esse método.
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