Na prevenção do tromboembolismo venoso no paciente com fratura do anel pélvico, é correto afirmar que
- o filtro de veia cava é a primeira linha de prevenção.
- a profilaxia deve começar nas primeiras 12 a 24 horas, com heparina associada ou não à compressão pneumática.
- o rastreamento rotineiro com Doppler de membros inferiores está indicado em todos.
- a fratura do anel não é fator de risco independente para trombose.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A fratura do anel pélvico aumenta o risco de tromboembolismo. O resumo recomenda iniciar profilaxia química em 12 a 24 horas, quando clinicamente possível, associando medidas mecânicas nos pacientes que podem usá-las. A alternativa B é a correspondente.
Trauma, imobilização e dificuldade de carga coexistem nesse grupo. A recomendação do capítulo combina compressão pneumática intermitente e heparina de baixo peso ou não fracionada, com duração ajustada ao padrão, à operação e ao tempo sem apoio (Rockwood, 10ª ed., cap. 50, “Tromboembolismo”).
O relógio não substitui avaliar sangramento e contraindicações. A janela de 12 a 24 horas é uma orientação do protocolo, não uma ordem para anticoagular um paciente ainda com hemorragia não controlada. A estratégia deve ser integrada ao atendimento do trauma.
Filtro de cava não é primeira linha: pode reduzir embolia sem ter demonstrado melhora de sobrevida ou embolia fatal no conjunto discutido. Fica reservado a situações específicas, como impossibilidade de anticoagular ou trombose já identificada antes da cirurgia. Doppler de rotina sem suspeita clínica também não é recomendado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo