Após a osteossíntese anatômica da ulna, confirmada clínica e radiograficamente, a cabeça do rádio permanece luxada na lesão de MONTEGGIA. A causa a ser suspeitada é
- a lesão do ligamento colateral lateral ulnar.
- a cabeça do rádio em casa de botão através do ligamento anular ou do ancôneo.
- a interposição da membrana interóssea na radioulnar distal.
- a fratura oculta do capítulo umeral.
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Conceito-chave
O enunciado já resolveu a primeira dúvida: a ulna foi reduzida anatomicamente. Na Monteggia, alinhar e restaurar a forma ulnar costuma trazer a cabeça radial de volta, pela conexão distal preservada da membrana e do complexo da fibrocartilagem triangular. Se a cabeça continua luxada, a primeira checagem habitual é a própria redução da ulna.
Essa checagem inclui a angulação dorsal proximal, ou PUDA. Uma placa que retifique indevidamente a ulna pode deixar o rádio subluxado mesmo que o foco pareça fixo. Porém, repetir essa hipótese como resposta ignora a confirmação clínica e radiográfica expressa neste caso.
Com a ulna anatômica, suspeita-se de bloqueio por partes moles: a cabeça pode ter passado em casa de botão pelo ligamento anular ou pelo ancôneo. O problema passa a ser retirar a interposição e reduzir por uma via radial independente. O resumo alerta que uma via única para os dois ossos proximais aumenta o risco de sinostose.
Essa sequência separa deformidade que mantém a cabeça fora do lugar de obstáculo à redução. Na Biblioteca, leia “Como a ulna reduz o rádio”, seguindo a ordem dos três passos. O detalhe “ulna anatômica” muda a etapa do raciocínio e a necessidade de explorar o rádio.
Por que esta questão foi criada. Inverte a questão sobre ulna mal reduzida, cobrada no TARO 2012 e na USP-SP 2025: com a geometria já conferida, o candidato precisa avançar para o bloqueio por partes moles.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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