Na classificação de HASTINGS, a ossificação heterotópica com limitação nos dois planos, sem anquilose, é do tipo
- classe I.
- classe II A.
- classe II C.
- classe III.
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Conceito-chave
A classificação considera o efeito sobre a função. Ossificação heterotópica é formação de osso nos tecidos ao redor da articulação e pode aparecer depois de trauma ou cirurgia do cotovelo. A página 72 apresenta a classificação de HASTINGS e GRAHAM, que organiza o achado conforme a limitação de movimento. A classe I é radiográfica, sem limitação funcional. A classe II apresenta limitação, subdividida conforme o plano. A classe III corresponde a anquilose óssea do cotovelo ou do antebraço.
Dentro da classe II, A identifica limitação de flexão e extensão; B identifica limitação de pronação e supinação; C combina limitação nos dois planos. O enunciado informa ambos e exclui anquilose. Assim, o candidato deve selecionar II C, em vez de usar a presença de osso na radiografia como suficiente para classificar I ou confundir limitação com bloqueio ósseo completo. O sistema utiliza função e não apenas a quantidade aparente de ossificação.
| Classe | Significado no capítulo |
|---|---|
| I | Ossificação radiográfica sem limitação funcional |
| II A | Limitação de flexão e extensão |
| II B | Limitação de pronação e supinação |
| II C | Limitação nos dois planos |
| III | Anquilose óssea do cotovelo ou do antebraço |
Nem todo achado radiográfico exige retirada. O capítulo informa que muitos pacientes com ossificação não apresentam déficit funcional significativo e, por isso, ressecção não é sempre necessária. A avaliação deve relacionar sintomas, movimento e demanda. A distinção entre contratura e resultado pós-operatório aceitável depende de expectativas, atividade, idade e ocupação. Uma imagem extensa não substitui essa análise, e uma perda pequena pode ter importância diferente conforme o uso do membro.
A rigidez depois da fixação pode ter mais de um componente. O capítulo descreve causas intrínsecas, envolvendo a superfície articular, e extrínsecas, como contratura capsular e ossificação heterotópica, além de combinações. A investigação precisa localizar o bloqueio antes de planejar o acesso. Isso explica por que uma classificação funcional de ossificação é útil, mas não determina sozinha toda a causa da limitação. Também pode existir interferência de implantes, deformidade ou problema articular concomitante.
O tratamento começa com medidas não operatórias para a contratura. A página 72 cita fisioterapia, órteses e talas progressivas estáticas. Quando não se obtém amplitude funcional, podem ser considerados procedimentos de liberação abertos ou artroscópicos. Depois de fixação distal, a presença de material extenso pode limitar o papel da artroscopia e favorecer acesso aberto para sua retirada quando necessária. O planejamento inclui exame do ulnar, identificação de incisões prévias e localização precisa das estruturas responsáveis pela restrição.
Na ossificação sintomática que exige excisão, o capítulo orienta aguardar cessação do crescimento e corticalização. Também discute controvérsias de prevenção e recorrência, sem sustentar uma profilaxia universal em todos os pacientes. Traumatismo craniano, politrauma, lesão grave de partes moles, atraso cirúrgico, imobilização prolongada e fraturas expostas aparecem como fatores de risco de rigidez ou ossificação. Esses dados ajudam a acompanhar o paciente, mas não substituem a classificação pelo déficit funcional observado.
A banca já cobrou perda de movimento em fraturas do capitelo, com divergência de gabarito entre itens antigos. O capítulo atual não fornece um ranking único para repetir essa pergunta de maior complicação. Esta questão seleciona uma lacuna mais definida: um epônimo com subtipos claros e critérios verificáveis. É um formato de tipos vizinhos, semelhante à maneira como BRYAN-MORREY é cobrado, sem atribuir frequência indevida a necrose ou rigidez.
A regra que fica é classificar o efeito, não apenas a imagem. Dois planos limitados, mas sem anquilose, correspondem a II C. A decisão terapêutica depende depois da localização do problema, do impacto funcional e da possibilidade de melhora com medidas conservadoras.
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