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Questão de Fratura do úmero distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do úmero distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em idoso de baixa demanda com fratura articular do úmero distal sem possibilidade de fixação estável, a alternativa é

  1. artroplastia total.
  2. fixação com duas placas.
  3. fixação com fios cruzados.
  4. fixação com parafusos isolados.
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Gabarito: A · artroplastia total.

Conceito-chave

A reconstruibilidade é o dado que muda a conduta. O tratamento operatório das fraturas do úmero distal busca restaurar a articulação e obter estabilidade suficiente para mobilização precoce. A redução aberta com fixação interna é o padrão quando esse objetivo pode ser alcançado. Na página 52, o capítulo apresenta artroplastia total como alternativa confiável para pacientes idosos com osteopenia, cominuição e fragmentação articular nos quais não é possível obter fixação rígida. A pergunta explicita essa impossibilidade e a baixa demanda, evitando decidir apenas pela idade.

Nem toda fratura cominuída em idoso é irreconstruível. A figura 39-27 mostra reconstrução com fixação em uma paciente idosa ativa, ilustrando que qualidade dos fragmentos e estabilidade alcançável importam. A idade ajuda a contextualizar demanda e expectativa de uso, mas não substitui avaliação da anatomia. Uma tomografia pode ajudar a decidir entre reconstrução e prótese quando as radiografias não esclarecem os fragmentos, sobretudo em padrões complexos.

Fixação adequada continua sendo preferível quando viável. O capítulo descreve montagens paralelas, ortogonais e, em situações específicas, com três placas. O segmento articular deve ser reconstruído e rigidamente ligado à diáfise. O número e a posição dos parafusos precisam capturar os fragmentos sem invadir a articulação ou bloquear as fossas. A escolha da configuração depende da lesão; não há superioridade clínica universal demonstrada entre placas paralelas e ortogonais. A dificuldade de uma montagem não deve ser confundida com fracasso obrigatório de toda reconstrução.

Quando a estabilidade suficiente não pode ser obtida, insistir em uma fixação incapaz de sustentar movimento pode levar a imobilização prolongada, rigidez, perda de redução ou falha de consolidação. É nesse cenário que a artroplastia ganha lugar. O capítulo a indica também em pacientes com condições prévias, como artrite reumatoide, nas quais a fratura se soma a um cotovelo já comprometido. Jovens ativos com alta demanda, por outro lado, constituem o principal grupo em que se prefere preservar a articulação por fixação, quando possível.

A exposição deve permitir o plano alternativo. Se a reconstruibilidade será determinada durante a operação, é necessário ter o sistema protético disponível e escolher uma abordagem compatível com eventual conversão. A osteotomia olecraniana inicial pode complicar o componente ulnar e a cicatrização do corte. As vias paratricipital, paraolecraniana lateral e certas vias tricipitais oferecem alternativas conforme a necessidade de exposição. O planejamento pré-operatório deve evitar descobrir a necessidade de prótese sem instrumentos, componentes ou acesso apropriados.

A artroplastia total em fratura costuma utilizar desenho vinculado, porque o dano ósseo e ligamentar pode impedir a estabilidade exigida por um desenho não vinculado. Hemiartroplastia é outra possibilidade, mas requer colunas reconstruíveis e estabilizadores reparáveis ou íntegros, além das condições descritas na página 63. Não é uma solução automática para qualquer articulação destruída; sua estabilidade depende da reconstrução das estruturas remanescentes.

O TARO 2021 apresentou uma fratura C3 em idoso osteoporótico e indicou placas ortogonais no gabarito. O enunciado consultado não afirmava irreconstruibilidade, e o capítulo atual aceita diferentes montagens de fixação. A nova questão elimina essa ambiguidade ao declarar que não é possível obter fixação estável. Assim, não altera o gabarito antigo nem afirma que a artroplastia seria obrigatória em todo paciente idoso com C3.

O ponto de prova é identificar qual objetivo mecânico pode ser atingido. Se houver reconstrução estável, a fixação permanece uma opção. Se o contexto é idoso de baixa demanda com fratura que não permite estabilidade, a prótese total constitui a alternativa explicitamente sustentada pelo capítulo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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