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Questão de Fratura do úmero distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do úmero distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em DUBBERLEY, capitelo e tróclea nos tipos II e III encontram-se, respectivamente, em

  1. bloco único; bloco único.
  2. bloco único; fragmentos separados.
  3. fragmentos separados; bloco único.
  4. fragmentos separados; fragmentos separados.
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Gabarito: B · bloco único; fragmentos separados.

Conceito-chave

DUBBERLEY descreve a organização dos fragmentos articulares. Fraturas por cisalhamento do capitelo e da tróclea variam na extensão e na quantidade de fragmentos. Na classificação apresentada na página 13, o tipo I envolve o capitelo com ou sem a crista lateral da tróclea. O tipo II inclui capitelo e grande parte da tróclea como uma peça. No tipo III, capitelo e tróclea estão em fragmentos separados. A distinção II versus III, portanto, depende de as superfícies permanecerem unidas no fragmento ou exigirem reconstrução entre si.

A palavra bloco não quer dizer que o fragmento seja pequeno, nem garante fixação simples. Um bloco contendo capitelo e tróclea pode ter grande extensão medial e exigir uma exposição que alcance toda a superfície. Da mesma forma, fragmentos separados podem ter características diferentes de tamanho e osso subcondral. A classificação descreve a relação entre os componentes principais, mas a tomografia e a avaliação intraoperatória esclarecem a reconstruibilidade e a presença de outras linhas de fratura.

A cominuição posterior é uma informação adicional. O sistema também distingue ausência ou presença de cominuição posterior, indicada pelos modificadores A e B. A página 46 relaciona o padrão B à cominuição ou impactação posterior da coluna lateral, e a página 52 descreve resultados piores e mais complicações nos padrões com cominuição posterior. Esse atributo não substitui os numerais II e III. É possível precisar reconhecer a organização da superfície anterior e, separadamente, o suporte posterior disponível para a fixação.

TipoRelação principal entre as superfícies
ICapitelo, com ou sem crista troclear lateral
IICapitelo e tróclea reunidos em um fragmento
IIICapitelo e tróclea em fragmentos separados

Outros sistemas aparecem no mesmo trecho do capítulo. BRYAN-MORREY inclui a espessura do osso subcondral e a cominuição; sua modificação IV de MCKEE destaca extensão à tróclea. RING organiza padrões conforme o acréscimo de lesões epicondilares e posteriores. A AO/OTA reúne fraturas frontais articulares parciais no grupo B3. Nenhum numeral deve ser transportado de uma classificação para outra, porque III não representa obrigatoriamente a mesma configuração em todos os sistemas.

Separar as superfícies acrescenta um passo de reconstrução. O objetivo geral é restaurar a congruência articular com fixação estável que permita movimento precoce. Quando capitelo e tróclea estão separados, é necessário definir a relação entre os fragmentos e como cada um será estabilizado. A página 46 discute exposição medial adicional nas fraturas com grande envolvimento troclear. Também descreve parafusos inseridos de anterior para posterior ou em sentido retrógrado, e a possível necessidade de placas quando há cominuição ou envolvimento epicondilar.

A impactação posterior pode impedir a redução correta do componente anterior; não basta aproximar um fragmento frontal sem corrigir seu leito. O capítulo cita desimpactação, eventual enxerto e suporte posterolateral nos padrões complexos. Essa ligação explica por que a classificação de DUBBERLEY tem interesse prático: ela organiza a superfície que precisa ser reconstruída e a estrutura posterior que deve sustentá-la, sem prescrever uma operação única para cada letra e numeral.

No recorte Ortopedia, a banca repete BRYAN-MORREY e MCKEE, mas DUBBERLEY representa uma lacuna com o mesmo formato de tipos vizinhos. Esta questão usa o contraste simples entre bloco único e fragmentos separados. Não cobra resultados percentuais de uma pequena série nem pede superioridade de implante, pois o ponto sustentado pelo capítulo é morfológico e diretamente verificável.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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