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Questão de Fratura da escápula (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura da escápulaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

A radiografia anteroposterior a seguir, com distância coracoclavicular normal, costuma ser interpretada como fratura do colo da escápula com medialização da glenoide. Segundo o autor, a lesão real e a causa do aparente desvio são

Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 33, figura 33-26A.
Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 33, figura 33-26A.
  1. fratura do colo cirúrgico; desvio medial da glenoide pelo peitoral menor.
  2. fratura do colo anatômico; queda da glenoide em valgo.
  3. fratura do corpo em duas partes; desvio medial da glenoide pela clavícula.
  4. fratura do corpo em duas partes; desvio lateral da porção infraespinal pelo manguito.
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Gabarito: D · fratura do corpo em duas partes; desvio lateral da porção infraespinal pelo manguito.

Conceito-chave

A interpretação do autor é fratura do corpo em duas partes, com lateralização da porção infraespinal. A aparente medialização da glenoide no AP pode decorrer de olhar apenas a posição relativa dos fragmentos e atribuir todo o movimento à peça glenoidal.

Na figura, observa-se a interrupção da arquitetura escapular abaixo da glenoide e a relação preservada entre clavícula e coracoide descrita no enunciado. A imagem apresentada é uma radiografia; ela não mostra, por si, todas as relações tridimensionais ou a integridade de cada ligamento. A confirmação do padrão pelo autor decorre da análise tomográfica discutida no resumo, não de uma tomografia que estivesse exibida nesta questão.

O mecanismo descrito é o deslocamento lateral da porção inferior do corpo por subescapular, infraespinal e redondo maior. O conjunto glenoidal pode permanecer em sua posição em relação ao tronco, sustentado pelas conexões preservadas. Assim, “um fragmento parece medial ao outro” não prova que a glenoide foi medializada.

Isso muda a leitura do ombro flutuante. Uma fratura do corpo não se transforma em fratura verdadeira do colo apenas porque a radiografia sugere um colo infraglenoidal. No conceito do autor, é necessário verificar se a glenoide perdeu suas conexões, e a reconstrução 3D ajuda a esclarecer essa anatomia.

Leia “Por que tanta fratura do colo não é do colo”, na Biblioteca. Identifique qual peça realmente se moveu antes de nomear a deformidade.

Por que esta questão foi criada. O capítulo usa esse erro de interpretação para explicar a controvérsia do ombro flutuante. A imagem testa a diferença entre a aparência no AP e o padrão confirmado na análise tridimensional.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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