A radiografia anteroposterior a seguir, com distância coracoclavicular normal, costuma ser interpretada como fratura do colo da escápula com medialização da glenoide. Segundo o autor, a lesão real e a causa do aparente desvio são

- fratura do colo cirúrgico; desvio medial da glenoide pelo peitoral menor.
- fratura do colo anatômico; queda da glenoide em valgo.
- fratura do corpo em duas partes; desvio medial da glenoide pela clavícula.
- fratura do corpo em duas partes; desvio lateral da porção infraespinal pelo manguito.
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Conceito-chave
A interpretação do autor é fratura do corpo em duas partes, com lateralização da porção infraespinal. A aparente medialização da glenoide no AP pode decorrer de olhar apenas a posição relativa dos fragmentos e atribuir todo o movimento à peça glenoidal.
Na figura, observa-se a interrupção da arquitetura escapular abaixo da glenoide e a relação preservada entre clavícula e coracoide descrita no enunciado. A imagem apresentada é uma radiografia; ela não mostra, por si, todas as relações tridimensionais ou a integridade de cada ligamento. A confirmação do padrão pelo autor decorre da análise tomográfica discutida no resumo, não de uma tomografia que estivesse exibida nesta questão.
O mecanismo descrito é o deslocamento lateral da porção inferior do corpo por subescapular, infraespinal e redondo maior. O conjunto glenoidal pode permanecer em sua posição em relação ao tronco, sustentado pelas conexões preservadas. Assim, “um fragmento parece medial ao outro” não prova que a glenoide foi medializada.
Isso muda a leitura do ombro flutuante. Uma fratura do corpo não se transforma em fratura verdadeira do colo apenas porque a radiografia sugere um colo infraglenoidal. No conceito do autor, é necessário verificar se a glenoide perdeu suas conexões, e a reconstrução 3D ajuda a esclarecer essa anatomia.
Leia “Por que tanta fratura do colo não é do colo”, na Biblioteca. Identifique qual peça realmente se moveu antes de nomear a deformidade.
Por que esta questão foi criada. O capítulo usa esse erro de interpretação para explicar a controvérsia do ombro flutuante. A imagem testa a diferença entre a aparência no AP e o padrão confirmado na análise tridimensional.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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