É considerado fator de risco para fratura de estresse em atletas
- a diminuição da densidade óssea em homens.
- o aumento do índice de massa corpórea em mulheres.
- a diminuição da taxa de testosterona em homens.
- o distúrbio alimentar em mulheres.
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Conceito-chave
Fratura por estresse é uma falha de adaptação. O osso se remodela continuamente diante da carga. Quando o volume ou a intensidade do treino aumentam mais rápido que sua capacidade de reparo, microlesões se acumulam. Há lesões por fadiga em osso previamente saudável submetido a carga repetida e por insuficiência quando a resistência do osso está reduzida. Dor localizada que piora com impacto, sensibilidade pontual e exame de imagem compatível orientam a investigação; radiografias iniciais podem ser normais.
Energia disponível importa para ambos os sexos. Distúrbio alimentar ou restrição energética pode deixar pouca energia para funções hormonais e reparo ósseo. O modelo histórico da tríade da atleta relaciona baixa disponibilidade energética, alterações menstruais e baixa densidade mineral óssea. O conceito atual de deficiência relativa de energia no esporte, REDs, também se aplica a homens: baixa densidade óssea e alterações hormonais, inclusive testosterona baixa, podem acompanhar maior risco de lesão óssea por estresse.
O índice de massa corporal isolado não resolve a avaliação. Baixo peso ou perda rápida sugerem deficiência energética em alguns atletas, mas pessoas com IMC normal também podem estar em risco. A conduta inclui reduzir a carga dolorosa, reconhecer sítios de alto risco, corrigir fatores nutricionais e hormonais e planejar retorno gradual, não apenas tratar a imagem da fratura.
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