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Questão de Fratura transtrocantérica (TARO 2008)

Trauma adultoFratura transtrocantéricaTARO 2008

Na fratura transtrocanteriana de traço reverso, é contra-indicada a utilização de

  1. placa-parafuso deslizante de 130°.
  2. placa angulada de 95°.
  3. haste intramedular céfalo-medular.
  4. placa-parafuso deslizante de 95°.
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Gabarito: –

Conceito-chave

O traço muda a mecânica do implante. Na fratura transtrocantérica usual, a parede lateral e o contato entre os fragmentos podem conter o colapso permitido pelo parafuso deslizante do quadril, conhecido como DHS. Já na obliquidade reversa, classificada como AO/OTA 31-A3, o traço cruza a região trocantérica no sentido oposto e perde esse anteparo lateral. Se o parafuso desliza sem contenção, a diáfise pode migrar medialmente, o fragmento proximal lateralizar e a redução falhar.

Por isso, a placa-parafuso cervical deslizante de 130 graus, desenhada para promover impactação controlada em padrões estáveis, é inadequada como solução isolada para esse traço. A haste cefalomedular coloca o implante próximo do eixo de carga e limita a medialização; é a escolha comum, desde que a redução em varo seja evitada. Placas anguladas de 95 graus e o parafuso condilar dinâmico de 95 graus são alternativas extramedulares de ângulo fixo descritas na literatura, embora mais exigentes tecnicamente e, em idosos, possam ter resultados inferiores aos da haste.

O número isolado engana. O problema não é 130 versus 95 graus por si só, mas a direção permitida de deslizamento, a presença ou ausência de suporte lateral e a capacidade do implante de manter comprimento e alinhamento. A posição do parafuso na cabeça femoral e a qualidade da redução continuam importantes qualquer que seja a montagem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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