Na fixação externa de fratura em ossos longos, a ocorrência de retardo de consolidação é mais freqüentemente associada com
- afrouxamento dos pinos.
- excesso de rigidez da montagem.
- infecção.
- instabilidade.
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Conceito-chave
A fratura precisa de estabilidade na medida certa. Muitas fraturas diafisárias tratadas com fixador externo consolidam por formação de calo, isto é, estabilidade relativa. Pequenos deslocamentos axiais controlados durante a carga podem estimular essa resposta. Em estudos experimentais e clínicos, montagens travadas que suprimiam esse movimento se associaram a consolidação mais lenta do que construções com micromovimento axial adequado.
Nem todo movimento ajuda. Cisalhamento, rotação e deslocamento excessivo dificultam a ponte óssea, sobretudo se há perda de contato ou grande lacuna entre fragmentos. Afrouxamento de pinos reduz o controle da montagem e pode acompanhar infecção do trajeto. Infecção profunda lesa tecidos e osso e também atrasa a união. Por isso a oposição simplista entre fixador rígido ruim e fixador frouxo bom é perigosa.
Dinamização tem indicação, não é reflexo automático. Quando a redução está mantida, há contato e evolução biológica favorável, ajustar o fixador para permitir carga axial controlada pode ajudar a maturação do calo. Antes de fazê-lo, é preciso examinar alinhamento, integridade dos pinos, infecção, vascularização e tamanho do defeito. Fraturas com estabilidade absoluta e contato anatômico, por outro lado, podem consolidar diretamente com pouco calo; a ausência de calo isolada não prova falha.
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