Na luxação do joelho com ausência de pulsos distais após a redução, a conduta mais bem indicada é
- a exploração imediata para reparo vascular.
- fazer um DOPPLER do membro afetado na emergência.
- fazer arteriografia imediata do membro afetado.
- a observação clínica, considerando-se a alta probabilidade de espasmo vascular.
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Conceito-chave
Luxação do joelho pode lesar a artéria poplítea. A artéria é relativamente fixa junto ao hiato dos adutores e à arcada do sóleo; o deslocamento tibiofemoral pode estirá-la ou rompê-la. Mesmo uma luxação que se reduziu sozinha merece exame vascular. Registre pulsos e perfusão antes e depois da redução, além de função nervosa e sinais de síndrome compartimental.
Ausência persistente de pulso é sinal de alarme maior. Se o membro está frio, pálido ou com outras evidências de isquemia, acione imediatamente a equipe vascular e siga para exploração e revascularização sem esperar um Doppler de triagem ou uma arteriografia que retarde o tratamento. Conforme a disponibilidade e a estabilidade do paciente, a anatomia arterial pode ser esclarecida por imagem rápida ou arteriografia durante o procedimento. O objetivo é não perder tempo de perfusão.
O cenário com pulsos presentes é diferente. Após redução, exame normal e índice tornozelo-braquial adequado podem permitir observação com exames seriados; pulsos assimétricos ou índice alterado justificam investigação vascular urgente. A possibilidade de espasmo não autoriza atribuir a ela a ausência de pulso sem excluir lesão estrutural, especialmente porque uma oclusão poplítea ameaça a viabilidade da perna.
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