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Questão de Fratura do rádio distal (TEOT 2023)

Trauma adultoFratura do rádio distalTEOT 2023

Na fratura distal do rádio, a incidência radiográfica tangencial dorsal (sky line view), deve ser realizada para a avaliação

  1. da saliência da placa volar.
  2. da saliência da placa dorsal.
  3. da penetração dos parafusos na fixação com a placa volar.
  4. da penetração dos parafusos na fixação com a placa dorsal.
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Gabarito: C · da penetração dos parafusos na fixação com a placa volar.

Conceito-chave

Na fixação da fratura do rádio distal com placa volar, os parafusos distais passam de volar para dorsal. Se forem longos demais, a ponta sai pela cortical dorsal, onde correm os tendões extensores, sobretudo o extensor longo do polegar (terceiro compartimento, junto ao tubérculo de Lister).

O problema da radiografia comum: a superfície dorsal do rádio tem cristas e sulcos (tubérculo de Lister, sulcos dos compartimentos); no perfil, um parafuso que já passou da cortical dorsal parece estar dentro do osso.

A incidência tangencial dorsal (dorsal tangential, skyline): o punho fica em flexão máxima, e o raio passa tangente à superfície dorsal do rádio distal, em direção ao eixo do antebraço. Assim a face dorsal aparece de perfil, e é possível ver se a ponta dos parafusos atravessou a cortical.

A conduta: trocar por parafusos mais curtos (alguns milímetros a menos que a medida), para não irritar e romper os extensores.

As outras incidências úteis: o perfil inclinado 20 a 25° (para ver a superfície articular e parafusos na articulação) e o PA inclinado.

Na prova: a incidência tangencial dorsal avalia a penetração dos parafusos na fixação com a placa volar.

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