Na fratura exposta da tíbia, existe indicação absoluta de amputação se houver
- índice MESS igual ou maior que sete pontos.
- lesão vascular associada, com seis ou mais horas de evolução.
- lesão vascular associada à lesão do nervo fibular, no tipo III C de GUSTILO e ANDERSON.
- neuropatia periférica, no paciente diabético e idoso, com fratura do tipo II ou III de GUSTILO e ANDERSON.
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Conceito-chave
A alternativa B corresponde à indicação isquêmica pretendida pela banca, mas precisa ser lida com precisão: o resumo fala em isquemia quente maior que 6 horas, e não em qualquer lesão vascular que tenha seis horas de evolução.
Uma artéria lesada pode coexistir com perfusão distal preservada por outros vasos. O próprio resumo distingue essa situação da lesão que exige reparo para revascularizar a perna. Assim, tempo desde o trauma e tempo sem perfusão não são equivalentes (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Gustilo” e “Amputação”).
O MESS soma energia, isquemia, choque e idade, mas seu desempenho para decidir amputação é limitado. O capítulo não o usa como critério isolado: escores altos não previram amputação de maneira confiável nas séries comparadas.
A associação de lesão nervosa e vascular também exige avaliar função provável e risco de reconstrução. A decisão não se reduz à sigla IIIC ou à idade. Diante de isquemia, a equipe deve agir imediatamente; não se deve esperar completar um limiar para buscar revascularização ou avaliar a viabilidade.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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