Menina de 14 anos de idade apresenta síndrome compartimental crônica de esforço (SCCE). É atleta de alto rendimento praticante de corrida e foi tratada cirurgicamente. Das possíveis complicações desse tratamento listadas a seguir, a mais frequente é a
- infecção.
- hematoma.
- recidiva da SCCE.
- neuropraxia do nervo fibular.
- neuropraxia do nervo tibial anterior.
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Conceito-chave
A síndrome compartimental crônica de esforço. É diferente da aguda: a pressão sobe durante o exercício e volta ao normal com o repouso. Acomete atletas jovens, sobretudo corredores, e militares. O quadro é dor em aperto, queimação ou cãibra na perna, que surge sempre após um certo tempo ou distância de corrida, obriga a parar e melhora em minutos de repouso, às vezes com parestesia (no dorso do pé, pelo fibular profundo ou superficial) e fraqueza transitória. É frequentemente bilateral. O compartimento anterior é o mais envolvido, seguido do lateral.
O diagnóstico. Pela medida da pressão antes e depois do exercício. Os critérios de Pedowitz: pressão em repouso de 15 mmHg ou mais, 30 mmHg ou mais 1 minuto após o exercício, ou 20 mmHg ou mais 5 minutos após. O exame físico em repouso costuma ser normal. É preciso excluir fratura por estresse, periostite (síndrome do estresse tibial medial), aprisionamento da artéria poplítea e compressões nervosas.
O tratamento. Primeiro, modificação do treino, mudança da técnica de corrida (pisada no antepé), fisioterapia e, em alguns centros, toxina botulínica. Na falha, fasciotomia dos compartimentos envolvidos (aberta, por miniincisões ou endoscópica), com bons resultados na maioria.
As complicações da cirurgia. A mais frequente é a recidiva dos sintomas, por fasciotomia incompleta, fibrose e reformação da fáscia, ou compartimento não reconhecido (especialmente o posterior profundo). As taxas de recidiva chegam a cerca de 10 a 20% em algumas séries, e são maiores nos compartimentos posteriores. Outras complicações: lesão do nervo fibular superficial (na fasciotomia lateral, onde ele perfura a fáscia), hematoma, infecção e seroma, todas menos frequentes.
Na prova: complicação mais frequente da fasciotomia na síndrome compartimental crônica de esforço = recidiva; o nervo em risco é o fibular superficial.
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