No controle de danos do paciente politraumatizado, dentre os fatores que influenciam na pontuação da escala de Mangled (MESS), temos
- Isquemia e idade.
- Tempo de sangramento.
- Somente lesões ósseas.
- Doenças sistêmicas prévias.
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Conceito-chave
O membro mutilado no politrauma. No controle de danos, a prioridade é a vida: controle do sangramento, reanimação, correção de hipotermia, acidose e coagulopatia. Diante de um membro gravemente lesado, a decisão entre salvar e amputar pesa a lesão do membro, o estado do paciente e sua capacidade de suportar múltiplas cirurgias. Tentar salvar um membro inviável num paciente instável pode custar a vida.
O MESS. O Mangled Extremity Severity Score soma quatro categorias. Lesão esquelética e de partes moles: de 1 (baixa energia) a 4 (esmagamento de altíssima energia). Isquemia do membro: de 1 (pulso diminuído, perfusão normal) a 3 (membro frio, paralisado, sem sensibilidade), com os pontos dobrados se a isquemia passa de 6 horas. Choque: 0 (pressão sistólica sempre acima de 90), 1 (hipotensão transitória), 2 (hipotensão persistente). Idade: 0 (abaixo de 30), 1 (30 a 50), 2 (acima de 50). 7 ou mais foi associado a amputação no estudo original.
Os limites. O estudo LEAP mostrou que nenhum escore tem acurácia suficiente para decidir sozinho, e que a ausência de sensibilidade plantar na chegada não justifica amputação. Os escores ajudam a organizar o raciocínio, mas a decisão é clínica e compartilhada, considerando também comorbidades, desejo do paciente e recursos.
O que não faz parte. O tempo de sangramento, as lesões ósseas isoladamente e as doenças sistêmicas prévias não são categorias do MESS (embora as comorbidades pesem na decisão real).
Na prova: MESS = lesão esquelética e de partes moles, isquemia (dobrada acima de 6 h), choque e idade.
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