Na luxação de joelho, ao realizar o exame físico arterial e encontrar um índice tornozelobraquial de 0,91, considera-se o resultado
- normal.
- anormal e indica-se arteriografia.
- anormal e indica-se angiotomografia.
- anormal e indica-se exploração cirúrgica.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um ITB de 0,91 está na faixa normal informada pelo capítulo, de 0,91 a 1,3. A resposta é A. O valor é próximo do limite, mas não deve ser arredondado para baixo e classificado como menor que 0,9.
O índice tornozelo-braquial é a pressão sistólica do tornozelo dividida pela do braço. O resumo descreve a medida com manguito e Doppler e recomenda realizá-la em todo joelho luxado, mesmo quando o pulso é palpável. A artéria pode ter lesão importante sem completa ausência inicial de pulso (Rockwood, 10ª ed., cap. 61, “A artéria poplítea”).
O algoritmo separa dois caminhos: ITB abaixo de 0,90 exige investigação arterial por angiotomografia; acima de 0,9, com avaliação clínica compatível, permite observação com exames seriados. O resumo especifica admissão, 4 a 6 horas, 24 e 48 horas. Normal não significa dispensar seguimento depois de uma luxação.
A perfusão clínica prevalece sobre uma leitura isolada. Membro frio e sem pulso, com a zona de lesão conhecida, constitui situação de exploração imediata. Um sinal duro não deve ser ignorado porque alguém anotou um índice aparentemente tranquilizador. A questão, porém, não descreve essa emergência: pede a classificação de 0,91.
Doença arterial periférica também interfere no índice, e o resumo recomenda comparação contralateral no idoso. Esses cuidados ajudam a entender por que o resultado é uma ferramenta de triagem dentro do exame vascular, e não um certificado definitivo de ausência de qualquer lesão.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo