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Questão de Fratura da clavícula (CET-PR)

Trauma adultoFratura da clavículaCET-PR

No exame radiológico da dissociação escápulotorácica, com desvio lateral significante, encontramos

  1. fratura complexa do úmero proximal.
  2. luxação acromioclavicular de baixo grau.
  3. radiografia em AP tórax normal.
  4. fratura de clavícula desviada.
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Gabarito: D · fratura de clavícula desviada.

Conceito-chave

Escápula muito lateralizada associada a fratura desviada da clavícula deve levantar suspeita de dissociação escapulotorácica. O padrão costuma decorrer de tração de alta energia. A perda da ligação com o esqueleto axial permite que a escápula se afaste lateralmente.

Uma pista especialmente útil é a clavícula fraturada em distração. Na fratura diafisária habitual, os segmentos tendem a sobrepor-se e encurtar; encontrar separação por tração junto de escápula lateralizada sugere uma lesão do conjunto muito maior que uma clavícula isolada.

A falha pode ocorrer na esternoclavicular, na clavícula ou na acromioclavicular. O exame precisa procurar lesão vascular e do plexo braquial, com prioridade para ameaças à vida e ao membro. Uma radiografia óssea não encerra a avaliação de um trauma capaz de tracionar esse feixe.

Não confunda dissociação com ombro flutuante clássico. Este combina clavícula e colo da escápula; a dissociação descrita aqui destaca a lateralização marcada, a tração e a ameaça neurovascular. Os termos não são intercambiáveis só porque ambos envolvem a cintura escapular.

Leia “Lesões agudas”, na Biblioteca. Compare a clavícula distraída com a sobreposição habitual dos fragmentos para reconhecer a pista do mecanismo.

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