No exame radiológico da dissociação escápulotorácica, com desvio lateral significante, encontramos
- fratura complexa do úmero proximal.
- luxação acromioclavicular de baixo grau.
- radiografia em AP tórax normal.
- fratura de clavícula desviada.
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Conceito-chave
Escápula muito lateralizada associada a fratura desviada da clavícula deve levantar suspeita de dissociação escapulotorácica. O padrão costuma decorrer de tração de alta energia. A perda da ligação com o esqueleto axial permite que a escápula se afaste lateralmente.
Uma pista especialmente útil é a clavícula fraturada em distração. Na fratura diafisária habitual, os segmentos tendem a sobrepor-se e encurtar; encontrar separação por tração junto de escápula lateralizada sugere uma lesão do conjunto muito maior que uma clavícula isolada.
A falha pode ocorrer na esternoclavicular, na clavícula ou na acromioclavicular. O exame precisa procurar lesão vascular e do plexo braquial, com prioridade para ameaças à vida e ao membro. Uma radiografia óssea não encerra a avaliação de um trauma capaz de tracionar esse feixe.
Não confunda dissociação com ombro flutuante clássico. Este combina clavícula e colo da escápula; a dissociação descrita aqui destaca a lateralização marcada, a tração e a ameaça neurovascular. Os termos não são intercambiáveis só porque ambos envolvem a cintura escapular.
Leia “Lesões agudas”, na Biblioteca. Compare a clavícula distraída com a sobreposição habitual dos fragmentos para reconhecer a pista do mecanismo.
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