A fratura da tuberosidade do calcâneo que necessita rápida redução e fixação devido a elevado risco de lesão de partes moles é do tipo
- I.
- II.
- III.
- IV.
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Conceito-chave
As fraturas da tuberosidade do calcâneo. São avulsões pela tração do tríceps sural, através do tendão calcâneo. Ocorrem em dois perfis: o idoso com osso osteoporótico, muitas vezes diabético, com esforço banal, e o adulto com queda e dorsiflexão forçada do tornozelo contra a contração do tríceps. São extra-articulares.
A classificação de Beavis. Tipo I: avulsão em casca (sleeve), um fragmento fino da cortical posterior. Tipo II: avulsão em bico (beak), com traço oblíquo que destaca um fragmento triangular grande da parte superior da tuberosidade, incluindo a inserção do tendão. Tipo III: avulsão infrabursal, do terço médio da face posterior, com fragmento pequeno. Classificações modificadas acrescentaram outros tipos, mas a lógica de urgência é a mesma.
Por que o tipo II é urgente. O fragmento em bico é puxado para cima pelo tríceps e empurra a pele posterior do calcanhar, que é fina e mal vascularizada. Em poucas horas, a pele fica branca, isquêmica, e pode necrosar, transformando uma fratura fechada numa exposta com perda de pele de difícil cobertura. Por isso, a fratura em bico desviada é uma urgência: redução e fixação imediatas (parafusos, âncoras ou banda de tensão), com o pé em flexão plantar para relaxar o tríceps até a cirurgia.
O que observar. Na chegada, inspecionar a pele do calcanhar: palidez ou bolhas indicam sofrimento. Avaliar o tendão calcâneo (Thompson) e a força de flexão plantar. Nos diabéticos, a fixação é difícil pela qualidade óssea, e a falha é frequente.
Na prova: Beavis tipo II (bico) = fragmento grande com a inserção do Aquiles, que ameaça a pele: redução e fixação urgentes.
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