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Questão de Luxação acromioclavicular (TARO 2024)

Trauma adultoLuxação acromioclavicularTARO 2024

A incidência serendipity, para investigação de fratura luxação esternoclavicular, é realizada com inclinação

  1. craniocaudal, lateral ao esterno.
  2. caudocranial, lateral ao esterno.
  3. craniocaudal, centrada no esterno.
  4. caudocranial, centrada no esterno.
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Gabarito: D · caudocranial, centrada no esterno.

Conceito-chave

A clavícula flutuante. A clavícula é o único elo ósseo entre o membro superior e o tronco, presa nas duas pontas: pela articulação esternoclavicular (medial) e pela acromioclavicular (lateral). A luxação das duas articulações ao mesmo tempo é rara e é chamada de clavícula flutuante ou luxação bipolar da clavícula. O mecanismo é um trauma de alta energia sobre o ombro, com compressão e rotação.

A luxação esternoclavicular: anterior x posterior.

TipoFrequênciaParticularidades
AnteriorA mais comum (cerca de 9 em cada 10)Proeminência visível medial; geralmente benigna; muitas vezes instável após a redução, mas bem tolerada
PosteriorRaraPerigosa: a extremidade medial da clavícula vai para trás do esterno, em direção à traqueia, ao esôfago e aos grandes vasos; disfagia, dispneia, rouquidão, congestão venosa

Na clavícula flutuante. Como em geral, a luxação esternoclavicular associada à acromioclavicular é mais frequentemente anterior. A clavícula inteira fica solta nas duas extremidades e se desloca com o ombro.

O diagnóstico por imagem.

  • A radiografia simples é difícil de interpretar. A incidência de Serendipity (feixe inclinado 40° em direção cefálica) ajuda.
  • A tomografia é o exame de escolha para a esternoclavicular, mostrando a direção da luxação e a relação com as estruturas do mediastino.

O tratamento.

  • Luxação esternoclavicular anterior: tentativa de redução fechada; se instável, geralmente aceita-se e trata-se com tipoia (bom resultado funcional).
  • Luxação esternoclavicular posterior: redução urgente (fechada, com tração do braço em abdução e extensão e uma pinça na clavícula), com um cirurgião torácico de sobreaviso. Se falhar, redução aberta e estabilização.
  • Clavícula flutuante: o tratamento depende da estabilidade e da demanda. Muitas vezes, estabiliza-se a acromioclavicular (a mais incapacitante) e trata-se a esternoclavicular anterior conservadoramente.

Na criança e no adolescente. A fise medial da clavícula é a última do corpo a fechar (por volta dos 23 a 25 anos). Muitas "luxações esternoclaviculares" no jovem são, na verdade, descolamentos epifisários (Salter-Harris I ou II), que remodelam bem.

A incidência de Serendipity (Rockwood). É uma radiografia AP das duas articulações esternoclaviculares, com o paciente deitado de costas e o feixe inclinado cerca de 40° em direção cefálica (de baixo para cima: caudocranial), centrado no manúbrio do esterno. Assim, as duas clavículas mediais aparecem projetadas acima do esterno e podem ser comparadas:

  • na luxação anterior, a clavícula afetada parece mais alta que a do outro lado;
  • na luxação posterior, parece mais baixa.

Hoje, a tomografia é o exame de escolha, mas a Serendipity ainda é útil quando a tomografia não está disponível.

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