A imagem radiográfica do cotovelo a seguir representa

- osteonecrose da tróclea.
- consolidação viciosa da tróclea.
- deficiência congênita da tróclea.
- desgaste central da região distal do úmero.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A irrigação da tróclea. A tróclea tem uma irrigação terminal, sem boas anastomoses: vasos que entram pela face medial e posterior, e um ramo lateral pela crista. Por isso ela é vulnerável à osteonecrose após fraturas, luxações ou cirurgias que lesam esses vasos, sobretudo em crianças, nas quais a ossificação da tróclea ainda está em curso.
Como a necrose aparece. Na criança, após fraturas supracondilianas, do côndilo lateral ou do côndilo medial (inclusive sem desvio), a parte central ou lateral da tróclea pode necrosar, deixando um defeito central no úmero distal, com aspecto de cauda de peixe (fishtail deformity). Na radiografia, veem-se fragmentação, esclerose, achatamento e defeito da tróclea. A forma idiopática da criança é a doença de Hegemann. No adulto, a necrose pode seguir fraturas intra-articulares (sobretudo com desperiostização extensa) e a fixação de fraturas complexas.
As consequências. A tróclea deformada altera a articulação com a ulna: dor, perda de movimento, instabilidade, artrose precoce e, às vezes, cúbito varo ou valgo progressivo. Muitos casos pediátricos são descobertos anos depois, quando surgem sintomas mecânicos.
Os diagnósticos diferenciais. Uma consolidação viciosa mostraria desvio de fragmentos, e não fragmentação e esclerose. A deficiência congênita é rara e não tem história de trauma. O desgaste central de artrose teria osteófitos e estreitamento difuso.
Na prova: tróclea fragmentada, esclerótica e achatada após trauma do cotovelo = osteonecrose da tróclea (na criança, deformidade em cauda de peixe).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo