Na fratura do colo do fêmur do idoso tratada com redução anatômica e fixação interna, o fator mais frequentemente relacionado à reoperação é
- artrose pós traumática
- falha da osteossíntese
- necrose da cabeça do fêmur
- condrólise do quadril
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Conceito-chave
Mesmo uma redução inicialmente anatômica não garante que a fratura do colo do idoso permaneça estável. O osso osteoporótico pode sustentar mal o implante; o foco colapsa, perde a redução e não consolida. Por isso, falha da osteossíntese é a principal causa de reoperação descrita.
É útil separar o problema mecânico e de consolidação, que costuma aparecer nos primeiros meses, do problema vascular. A necrose avascular pode surgir depois que a fratura já consolidou, especialmente no segundo ano, e nem todo achado de necrose exige nova cirurgia. Ser uma complicação temida não significa ser a que mais leva à reoperação (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 53, “Fratura desviada no idoso” e “Complicações”).
Nos ensaios com maiores de 60 anos e fraturas desviadas, falha ou pseudartrose levaram à reoperação em 30% a 50%. Essa população explica por que os autores favorecem artroplastia na fratura desviada do idoso; a taxa não deve ser transferida para todas as fraturas sem desvio. O resumo da Biblioteca compara os resultados desses dois grupos.
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