No tratamento da fratura do odontóide
- a forma conservadora não é aceita no tipo 2
- os resultados cirúrgicos são melhores entre os idosos
- o parafuso anterior pode ser feito em fraturas transversas
- a imobilização rígida externa tem baixa taxa de consolidação no tipo 3
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Conceito-chave
Uma fratura do odontoide não se trata escolhendo uma técnica apenas pelo nome do osso. É preciso separar o tipo, o traço, o desvio e a condição do paciente. Entre as afirmações oferecidas, a sustentada é que o parafuso anterior pode ser usado em traços transversos.
O parafuso comprime ao longo de seu eixo. Um traço transverso, ou o oblíquo de anterossuperior para posteroinferior, oferece geometria favorável para aproximar os fragmentos. O traço oblíquo inverso favorece deslizamento e contraindica esse método (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “O parafuso anterior: a geometria decide”).
Tipo II não significa cirurgia obrigatória. A fonte admite imobilização em casos selecionados e descreve inclusive estabilidade fibrosa no idoso. Já o tipo III entra no corpo esponjoso e tem taxas favoráveis de consolidação com tratamento externo. Não se deve transferir ao III o problema de pseudartrose característico do II.
A idade também não funciona como indicação automática de superioridade cirúrgica. O capítulo apresenta resultados diferentes conforme faixa etária e condição clínica, com riscos relevantes no idoso e particular cautela nos muito idosos.
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