A fratura de C2 conhecida como “fratura do enforcado” ocorre no
- pedículo.
- corpo vertebral.
- pars interarticularis.
- processo odontoide.
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Conceito-chave
Ao procurar a fratura do enforcado na tomografia de C2, a região a examinar é a pars interarticularis dos dois lados. Confundi-la com o dente ou com o corpo leva a outra família de fraturas do áxis.
C2 faz a transição entre as articulações da coluna alta e as da subaxial. Suas articulações inferiores ficam deslocadas para trás em relação às superiores; a carga pode produzir cisalhamento no istmo entre elas. É essa pars que se rompe bilateralmente no padrão clássico (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “Onde quebra e por quê”).
A classificação acrescenta o que a localização sozinha não informa: angulação, translação, lesão do disco C2–C3 e luxação facetária mudam o tipo. A variante Ia merece atenção particular porque um traço atravessa a parede posterior do corpo e o fragmento pode estreitar o canal, diferente do alargamento habitual.
Não chamar toda fratura de C2 pelo mesmo nome. O odontoide tem uma classificação própria, baseada em ponta, cintura e extensão ao corpo; a espondilolistese traumática do áxis clássica se reconhece pela pars.
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