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Questão de Fraturas do tálus e do calcâneo (TARO 2016)

Trauma adultoFraturas do tálus e do calcâneoTARO 2016

Na osteonecrose após fratura-luxação do tálus, o diagnóstico radiográfico é feito a partir de

  1. 3 a 4 semanas.
  2. 6 a 8 semanas.
  3. 10 a 12 semanas.
  4. 14 a 16 semanas.
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Gabarito: B · 6 a 8 semanas.

Conceito-chave

O tálus e a sua irrigação frágil. Cerca de 60% da superfície do tálus é coberta por cartilagem, e não há inserções musculares. Os vasos entram por poucas áreas, e a irrigação é retrógrada para o corpo:

  • artéria do canal do tarso (ramo da tibial posterior): a principal para o corpo;
  • artéria do seio do tarso (da fibular e da dorsal do pé);
  • ramos deltoides (da tibial posterior), que entram pelo lado medial;
  • ramos do colo (da dorsal do pé).

A fratura do colo do tálus e a necrose. Na fratura do colo com luxação, os vasos que chegam ao corpo pelo colo e pelo canal do tarso são rompidos. O risco de necrose segue a classificação de Hawkins (modificada por Canale e Kelly):

TipoAchadoNecrose avascular
ISem desvioAté cerca de 10%
IISubluxação ou luxação da subtalarCerca de 40% (menos nas séries recentes)
IIILuxação da subtalar e do tornozeloAté cerca de 90%
IVTambém da talonavicularPróximo de 100%

O sinal de Hawkins. É uma faixa radiotransparente subcondral na cúpula do tálus, visível na radiografia AP do tornozelo entre 6 e 8 semanas após a fratura.

  • Ela indica que o osso está sendo reabsorvido pela hiperemia do desuso, ou seja, que o corpo do tálus tem irrigação.
  • Presente: bom sinal: o tálus está vascularizado (é improvável a necrose).
  • Ausente: o corpo continua denso (esclerótico) em relação aos ossos vizinhos, que ficaram osteopênicos: sugere necrose avascular, embora não seja definitivo.

Por isso, o diagnóstico radiográfico da necrose é feito por volta de 6 a 8 semanas. Antes disso, ainda não houve tempo para a diferença entre o osso vivo (que se torna osteopênico) e o osso morto (que permanece denso). A ressonância pode mostrar a necrose mais cedo.

O tratamento das fraturas desviadas. Redução anatômica urgente, sobretudo nas luxações (para aliviar a pele e os vasos), e fixação estável. A necrose não impede necessariamente a consolidação, e o colapso pode não ocorrer. O tratamento da necrose estabelecida varia de proteção da carga até a artrodese.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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