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Questão de Luxação do quadril e fratura da cabeça femoral (TARO 2017)

Trauma adultoLuxação do quadril e fratura da cabeça femoralTARO 2017

Na fratura da cabeça do fêmur PIPKIN I, o tratamento cirúrgico indicado é a

  1. artroplastia total.
  2. artroplastia parcial.
  3. fixação do fragmento fraturado.
  4. ressecção do fragmento fraturado.
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Gabarito: C · fixação do fragmento fraturado.

Conceito-chave

A fratura da cabeça do fêmur. É uma lesão rara, que quase sempre acompanha a luxação posterior do quadril (em cerca de 5 a 15% delas). O mecanismo típico é o trauma do painel: o joelho bate no painel do carro com o quadril fletido, e a força empurra a cabeça femoral para trás.

Por que o fragmento é anteromedial. Ao sair do acetábulo para trás, a cabeça bate na borda posterior do acetábulo. A borda funciona como uma lâmina e cisalha a porção da cabeça que está em contato com ela, a porção anteromedial (anteroinferior). Esse fragmento costuma ficar dentro do acetábulo, muitas vezes ainda preso ao ligamento redondo, enquanto o resto da cabeça sai para trás.

A classificação de Pipkin.

TipoFratura
IFragmento abaixo da fóvea (fora da área de carga)
IIFragmento acima da fóvea (inclui a área de carga)
IIITipo I ou II com fratura do colo do fêmur
IVTipo I ou II com fratura do acetábulo

O prognóstico. O tipo III é o pior, com alto risco de necrose avascular. A luxação em si também ameaça a irrigação da cabeça (artéria circunflexa femoral medial).

O tratamento.

  1. Redução urgente da luxação, idealmente em menos de 6 horas, para reduzir o risco de necrose.
  2. Tomografia depois da redução, para ver o fragmento, a congruência e fragmentos intra-articulares.
  3. Pipkin I com redução congruente: pode ser tratado sem cirurgia, ou com excisão de fragmentos pequenos.
  4. Pipkin II (área de carga): redução aberta e fixação, geralmente por via anterior (Smith-Petersen) ou pela luxação cirúrgica (Ganz), já que o fragmento é anteromedial.
  5. Pipkin III: fixação do colo e da cabeça no jovem; artroplastia no idoso.
  6. Pipkin IV: tratar a fratura do acetábulo e a da cabeça.

As complicações. Necrose avascular, artrose pós-traumática, ossificação heterotópica e lesão do nervo ciático (na luxação posterior).

O Pipkin I em detalhe. O fragmento fica abaixo da fóvea, fora da principal área de carga. Por isso, o tratamento depende sobretudo da congruência da redução e do tamanho do fragmento:

  • Redução concêntrica, com o fragmento bem posicionado (desvio menor que cerca de 1 a 2 mm): tratamento conservador.
  • Quando a cirurgia é indicada (redução não concêntrica, fragmento desviado ou interposto):
  • fragmento grande e com boa qualidade: redução e fixação com parafusos embutidos (abaixo da cartilagem) ou parafusos sem cabeça;
  • fragmentos pequenos e cominutivos, sem possibilidade de fixação: ressecção.

A artroplastia não é a indicação no Pipkin I, que preserva a área de carga.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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