Na fratura do processo coronoide, segundo a classificação de O’Driscoll, o tipo II acomete a:
- base e associa-se à tríade terrível
- faceta anteromedial e associa-se à tríade terrível
- base e associa-se à instabilidade rotatória posteromedial
- faceta anteromedial e associa-se à instabilidade rotatória posteromedial
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Conceito-chave
O tipo II de O’Driscoll não é uma forma de dizer “metade do coronoide”. Ele identifica onde o fragmento está: a faceta anteromedial. Essa localização se associa à instabilidade rotatória posteromedial, alternativa D.
A classificação anatômica conecta o fragmento ao mecanismo. Com varo, pronação e carga axial, a tróclea comprime a faceta anteromedial, em geral com avulsão do colateral lateral. O apoio ósseo e a contenção ligamentar falham juntos; reparar apenas um componente pode deixar incongruência. Na ponta, tipo I, o padrão típico é a tríade terrível; na base, tipo III, predominam lesões da ulna proximal (Rockwood, 10ª ed., cap. 40, “O’Driscoll: o lugar, e o lugar diz o mecanismo”).
A classificação de Regan-Morrey responde a outra pergunta: a altura do fragmento. Seus tiposII eIII usam o limite de 50% da altura, enquanto O’Driscoll separa ponta, faceta e base. Usar um número romano sem dizer qual sistema foi empregado pode trocar localização por tamanho e levar a uma decisão inadequada.
Na prática, uma cabeça do rádio intacta junto de uma fratura do coronoide deve aumentar a atenção para a faceta anteromedial. A TC define a localização e a congruência, inclusive em lesões que chegaram reduzidas e parecem pequenas na radiografia.
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