Sobre a técnica das radiografias de rotina do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- na rotação externa de 15 graus, o colo se alonga e o trocânter menor fica encoberto, o que favorece a avaliação.
- a incidência de Dunn usa rotação interna de 15 graus, abdução de 45 graus e flexão de 20 graus.
- sem trauma, a AP é feita com rotação interna de cerca de 15 graus, e o erro de posição mais comum é a rotação externa.
- na suspeita de fratura, prefere-se o perfil de rã, por exigir a menor manipulação do membro.
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Conceito-chave
A AP do quadril bem feita
Na ausência de trauma ou suspeita de fratura, o quadril é rodado internamente cerca de 15 graus. A rotação interna compensa a anteversão femoral e coloca o colo e a junção cabeça-colo no plano adequado ao feixe. Os contornos dos dois trocânteres ficam visíveis, o que aumenta a sensibilidade para lesões destrutivas sutis e fraturas não desviadas.
| Posição | Efeito na imagem |
|---|---|
| Rotação interna | colo alongado, trocânter menor encoberto |
| Rotação externa | trocânter maior sobrepõe o colo, trocânter menor mais proeminente |
O erro mais comum é a rotação externa. Nela, as junções cabeça-colo anterior e posterior não se superpõem, e uma crista de osteófitos pode simular linha de fratura esclerótica.
Quando não dá para mexer
Com dor intensa ou suspeita de fratura, gira-se o tubo ou o paciente para a AP, e a lateral é feita com raios horizontais (cross-table): cassete na face lateral, quadril contralateral fletido, feixe com cerca de 15 graus craniocaudais.
Incidências laterais
| Incidência | Técnica | Uso |
|---|---|---|
| Perfil de rã | flexão, abdução e rotação externa | rotina |
| Dunn | rotação neutra, 20 graus de abdução, 45 ou 90 graus de flexão | junção cabeça-colo, asfericidade, ângulo alfa, came |
| Raios horizontais | sem mover o quadril | trauma |
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