Sobre o sistema Birmingham Hip Resurfacing, desenvolvido por Derek McMinn, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- foi produzido em liga forjada de baixo carbono, com tratamentos térmicos para aumentar a resistência à fadiga.
- o componente femoral era cimentado com cimento de baixa viscosidade, e o acetabular não cimentado com hidroxiapatita.
- usava geometria equatorial, com cabeça maior que o componente acetabular, para aumentar a estabilidade.
- na série de McMinn, com 3.205 recobrimentos, cerca de 70% permaneciam sem revisão aos quatorze anos.
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Conceito-chave
O recobrimento renasce
As tentativas iniciais de recobrimento falharam: Charnley, na década de 1950, com cascas de politetrafluoroetileno; depois Freeman, Wagner e Amstutz, com metal ou cerâmica contra polietileno (e até o desenho invertido). O problema principal foi o desgaste do polietileno em articulações de grande diâmetro, com osteólise extensa (descrita e classificada por Willert em 1988). Em 1988, Weber reintroduziu o metal-metal com o Metasul de 28 mm.
O que fez o BHR funcionar
| Característica | Birmingham Hip Resurfacing |
|---|---|
| Liga | cobalto-cromo-molibdênio como fundida, carbono acima de 0,25% |
| Fixação acetabular | esferas fundidas integralmente na superfície, evitando tratamentos térmicos que prejudicariam o desgaste |
| Geometria | polar, com folga baseada na análise forense da primeira geração e funcional mesmo após deformação da cúpula na impactação em osso jovem e denso |
| Fixação | híbrida: fêmur cimentado com cimento de baixa viscosidade, acetábulo não cimentado revestido de hidroxiapatita |
Resultados
Na série de McMinn, com 3.205 dispositivos, 96% permaneciam sem revisão aos 14 anos. No registro australiano de 2013, o BHR teve a menor taxa cumulativa de revisão entre os recobrimentos: 7,1% em 10 anos. As revisões foram ligadas a alinhamento subótimo, impacto com carregamento de borda, indicação para pacientes inadequados e fratura do colo.
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