A figura mostra a cabeça femoral de zircônio oxidado (Oxinium) retirada de um paciente após múltiplas luxações. Segundo Callaghan, sobre esse material, é correto afirmar que:

- é uma cerâmica monobloco de zircônia, que fratura de forma frágil sob a carga de estouro.
- por ser cerâmica, é imune a danos de superfície após redução fechada ou aberta de luxação.
- contra polietileno altamente reticulado, cabeças lisas de Oxinium reduziram o desgaste em relação às de cromo-cobalto lisas.
- a camada de óxido de cerca de 5 µm forma um continuum com o substrato metálico, e o núcleo metálico deforma, mas não quebra.
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Conceito-chave
Um metal com pele de cerâmica
O zircônio oxidado (Oxinium) não é uma cerâmica em sentido estrito. É uma liga metálica de 97,5% de zircônio e 2,5% de nióbio, aquecida a 500 a 700 °C ao ar por 6 horas, o que forma uma camada superficial de cerca de 5 µm de dióxido de zircônio monoclínico.
O detalhe que cai: essa camada não é um revestimento. É um continuum entre o substrato metálico e um metal enriquecido em oxigênio, sem interface adicional. Isso o diferencia dos revestimentos cerâmicos aplicados (aspersão a plasma, carbono tipo diamante), que falharam.
Vantagens e limites
- Muito mais resistente a riscos que o cromo-cobalto.
- Como o núcleo é metálico, deforma sob a carga de estouro, mas não quebra.
- Contra polietileno convencional e reticulado, com cabeças lisas e com rugosidade induzida, desgastou menos que o cromo-cobalto; mas, com cabeças lisas contra polietileno altamente reticulado, não houve diferença significativa.
- Relatos de dano de superfície: após redução aberta de luxação anterior irredutível, após redução fechada com contato contra o metal-back e até após artroplastia de rotina por via lateral. A figura mostra os riscos após múltiplas luxações.
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