Sobre a dissipação de energia no atrito entre as superfícies articulares, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- a maior parte da energia fica armazenada em defeitos de rede e transformações de fase, e só cerca de 10% vira calor.
- a temperatura instantânea nos picos de contato depende sobretudo da força normal e dura alguns minutos.
- a temperatura média na zona de contato depende principalmente da velocidade relativa entre as superfícies.
- pelo menos 90% da energia vira calor, e a temperatura nos picos depende da velocidade e dura milissegundos.
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Conceito-chave
Atrito é energia que entra, se transforma e sai
O capítulo descreve o atrito como introdução, transformação e dissipação de energia. A energia entra pela deformação elástica ou plástica cíclica dos pontos da área real de contato; transforma-se em deformação das irregularidades intertravadas, podendo iniciar e propagar trincas (o componente de deformação do atrito). Há ainda o componente de adesão entre átomos e moléculas do corpo e do contracorpo. Ambos podem ser reduzidos por modificações de superfície, revestimentos e lubrificação.
Para onde vai a energia
| Destino | Fração |
|---|---|
| Calor | pelo menos 90% |
| Defeitos de rede, transformações de fase, reações químicas | os 10% restantes |
Duas temperaturas diferentes
- Temperatura média da zona de contato: depende principalmente da força normal.
- Temperatura instantânea nos picos de contato (flash): depende sobretudo da velocidade relativa e dura poucos milissegundos.
Essa distinção importa para as cerâmicas: a baixa condutividade térmica gera ciclos térmicos nos pontos de contato, que podem induzir transformação de fase, especialmente na zircônia.
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