Sobre a cimentação do componente acetabular, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- a pressurização deve ser feita somente após a inserção do componente, que atua como seu próprio pressurizador.
- os componentes flangeados geram, de forma consistente, pressões de cimento maiores que os não flangeados.
- a pressão deve exceder 5 kPa, limiar que impede o sangue de se interpor entre o osso e o cimento.
- os orifícios de ancoragem no leito acetabular devem ser evitados, pois enfraquecem o osso subcondral.
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Conceito-chave
Mesmos princípios do fêmur
No acetábulo, valem os princípios do fêmur: preparar o leito com lavagem pulsátil e aplicar o cimento sob pressão para que penetre no esponjoso. A sequência:
- Após a fresagem, perfurar orifícios de ancoragem no leito acetabular, para ampliar a fixação do cimento.
- Lavagem pulsátil para tirar sangue e medula.
- Aplicar o cimento sob pressão contínua, com pressurizador acetabular ou com uma esponja dentro de uma luva estéril.
O limiar: a pressão deve exceder 5 kPa. Abaixo disso, o sangue que sai do osso se lamina entre o osso e o cimento e compromete a ancoragem. A pressurização deve ser completada antes da inserção do componente.
Os componentes flangeados
Os primeiros flangeados, de polietileno de alta densidade, surgiram em 1976; o Ogee, de 1981, tem grande flange posterior. O flange foi pensado para aumentar a pressão de injeção e dar orientação e profundidade corretas. Estudos mais recentes, porém, mostraram que os flangeados não geram consistentemente pressões maiores; ainda assim, têm 77% de sobrevida em 21 anos.
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