Em relação à subida de escadas após a artroplastia total do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- A força no plano transverso fica mais posterior que na marcha, o que reduz o momento torsional da haste.
- O momento torsional do implante é igual ao da marcha, sem risco adicional para a fixação.
- A força fica 10 a 16 graus mais anterior no plano transverso, com torção 23% maior no implante.
- As forças máximas na escada aumentam de 8 meses para 1 a 3 anos após a cirurgia.
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Conceito-chave
Tamanho e direção da força
Depois da artroplastia, importa não só o tamanho da força sobre o implante, mas também sua direção, porque a direção define como a haste é solicitada.
| Plano | Variação entre atividades |
|---|---|
| Frontal (visto de frente) | pequena |
| Transverso (visto de cima) | grande |
O que acontece na escada
Ao subir, o quadril está fletido e o corpo projetado para a frente. A força resultante fica 10 a 16 graus mais anterior que na marcha. Uma força que chega pela frente da cabeça femoral, que está deslocada do eixo da haste pelo offset, tende a girar a haste em torno do seu eixo longo, como uma chave numa fechadura. Esse momento torsional é cerca de 23% maior que na caminhada. Nas outras atividades, a torção é parecida com a da marcha.
Por que preocupa
Forças acima de 500% do peso somadas a mais torção fazem da escada a atividade que mais ameaça a fixação rotacional da haste, sobretudo antes da integração completa ao osso. A resistência à torção é, por isso, um requisito importante no desenho e na fixação das hastes.
A evolução
As forças máximas na escada foram maiores aos 8 meses do que entre 1 e 3 anos, sugerindo melhora da função muscular e da eficiência da marcha com o tempo.
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