Na via iliofemoral estendida, a dissecção é feita por dentro da bainha do tensor da fáscia lata, em vez do intervalo clássico de Smith-Petersen, com o objetivo principal de:
- Preservar o ramo ascendente da artéria circunflexa femoral lateral.
- Evitar a exposição e a lesão do nervo cutâneo femoral lateral.
- Proteger o nervo glúteo superior durante a liberação dos abdutores.
- Facilitar a liberação da cabeça direta do músculo reto femoral.
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Conceito-chave
O nervo que passa no intervalo
O nervo cutâneo femoral lateral desce logo abaixo e medial à espinha ilíaca anterossuperior e passa sobre o sartório, bem no intervalo de Smith-Petersen (sartório e tensor). É sensitivo: sua lesão causa dormência ou dor em queimação na face lateral da coxa, a meralgia parestésica.
O truque da via iliofemoral estendida
Em vez de abrir o intervalo clássico, onde o nervo passa, o cirurgião entra por dentro da bainha do tensor da fáscia lata, um pouco lateral ao intervalo verdadeiro.
| Passo | Detalhe |
|---|---|
| Abrir a bainha | 10 a 15 cm abaixo da espinha ilíaca anterossuperior, cortando para cima até ela |
| Efeito | o nervo fica protegido do lado de fora, coberto pela parede medial da bainha |
| Mais fundo | tensor afastado para fora; aparecem o reto femoral e pequenos ramos da circunflexa femoral lateral |
| Ramo ascendente da circunflexa lateral | fica sob o tendão do reto; é identificado e ligado |
| Depois | solta-se a cabeça refletida do reto para expor a cápsula superior |
Letournel usa o mesmo princípio no acesso anterior: abrir a fáscia do tensor um pouco lateralmente protege o nervo.
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