Na exposição e no preparo femoral pelo acesso anterior direto, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- No fêmur Dorr C, forçar haste cônica em cunha arrisca fratura ou falha de integração; cimentar é opção.
- No estudo de Matsuura, a liberação da cápsula posterior foi a mais efetiva para elevar o fêmur proximal.
- A primeira raspa costuma entrar em valgo, e o preparo seguinte deve medializar a prova o máximo possível.
- A haste do tipo fresar e raspar, com ombro lateral proeminente, é a mais adequada para este acesso.
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Conceito-chave
O fêmur é a parte difícil
Na via anterior direta, expor o acetábulo não é difícil. A parte difícil é elevar e preparar o fêmur, que fica atrás e embaixo da incisão, preso pela cápsula e pelos rotadores.
| Etapa | Achado do capítulo |
|---|---|
| Elevar o fêmur | Matsuura: a liberação da cápsula superior é a mais efetiva; com ela, outras liberações muitas vezes são desnecessárias |
| Primeira raspa | entra invariavelmente em varo, porque o ílio e a pele empurram o cabo |
| Raspas seguintes | lateralizar a prova o máximo possível; raspas com duplo offset contornam o ílio |
| Haste preferida | cônica em cunha, preparada só com raspas, com ombro lateral reduzido |
Nem todo fêmur aceita a cunha
No fêmur Dorr C (em cano de chaminé, típico do idoso, canal largo e cortical fina), falta osso esponjoso proximal para a haste em cunha se apoiar. Forçá-la nesse osso arrisca fratura periprotética e falha de integração. Cimentar é uma opção razoável e fácil por essa via.
A haste cônica em cunha depende do contato com a metáfise para se travar; num canal sem afunilamento, ela só se estabiliza sendo forçada, e o osso fino cede.
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